do ser

as reflexões que nos levam a construir nossas vidas

Victor Oliveira

Formando em Direito na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte. Assíduo leitor sobre o que a filosofia pode corroborar com a formação do ser. Orientação política à esquerda.

Algumas reflexões: 500 dias com ela

Filme que emocionou boa parte dos que o assistiram, é carregado de situações que nos levam a refletir sobre os relacionamentos modernos e o atual dilema entre o compromisso e a "liberdade".


(500) dias com ela – (500) days of Summer em inglês – escrito por Scott Neustadter em parceria com Michel H. Weber, e dirigido por Marc Webb. Emocionou a maioria dos que assistiram, principalmente por abordar um tema partilhado por todos, que são as dificuldades dos relacionamentos modernos. Vale também destacar a completude em abordar todas as dificuldades e expressar perfeitamente as reações tal qual podemos observar hoje em dia, utilizando apenas o casal protagonista. O artigo aqui exposto visa levar o leitor a refletir sobre trechos do time que por ventura tenha passado despercebido e não discorrer sobre.

O primeiro ponto de conflito no filme é a discussão sobre a existência ou não do amor. Tom faz o papel do jovem romântico, que fica evidenciando quando ele afirma acreditar que o destino lhe trará o verdadeiro amor, Summer por sua vez, depois de tantas aparentes frustrações é cética em relação a isso. Esse evento ocorre em um bar de karaokê, nos leva a duas reflexões: O amor realmente existe ou não seria uma fantasia criada pela nossa mente? Se ele existe, é fruto do destino ou a construção dos dois a partir de uma coincidência?

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Um dos momentos mais emblemáticos desse filme se dá quando Tom e Summer estão em uma loja de mobília e ambos se divertem intensamente nela, sem se preocupar com o olhar das outras pessoas, como se só ambos existissem. Deitam-se em uma cama exposta, Summer alerta ao Tom dizendo que não quer nada sério, o que de fato quebra bastante o clima, mas Tom finge não se importar. E logo após levantarem da cama para saírem da loja, Summer toma a atitude de pegar na mão de Tom para saírem de mãos dadas, em outras palavras, quem não quer nada sério na história faz questão de induzir por gestos o outro a pensar que está se tornando algo a mais na vida dela. Isso te fez lembrar alguém, caro leitor? Acredito que a resposta seja afirmativa.

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Outro ponto que leva Tom acreditar que vai ter algo a mais com Summer é quando ela conta um sonho recorrente a ele e depois afirma que não tinha contado isso a ninguém.

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Após esses indicativos, Tom leva a se perguntar se está namorando com Summer, é então que ele pergunta a ela o que eles são, Summer responde “Quem se importa? Estou feliz assim, você não está?”. A resposta dela exemplifica muito bem as relações atuais em que muitas pessoas buscam não rotulá-las a fim de aumentar sua durabilidade, por nunca se definir se é sério ou não, e ao mesmo tempo poder sair dessa relação quando bem entender se machucando pouco ou nada.

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Depois disso, em outro momento Summer comenta sobre seus ex namorados à pedido de Tom. Depois de falar sobre eles, Tom pergunta o que levou ao término, ela responde: “A vida”. Será mesmo que nossas relações tem um prazo de validade? E que com o passar das mudanças em nossas vidas eles tendem a acabar também?

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Por fim nos é exposto o quanto Summer foi egoísta na relação com Tom. Não se preocupou verdadeiramente com os sentimentos dele e sempre buscou nessa relação atender ao seus próprios desejos, até mesmo quando o relacionamento acabou. Quando eles se encontram no casamento de uma amiga da antiga empresa, ela puxa assunto com ele, dança e convida pra uma festa em seu apartamento, só que como já sabemos, ele descobre que Summer vai noivar.

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MORAL: Pessoas como Summer são tóxicas.


Victor Oliveira

Formando em Direito na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte. Assíduo leitor sobre o que a filosofia pode corroborar com a formação do ser. Orientação política à esquerda..
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