do ser

as reflexões que nos levam a construir nossas vidas

Victor Oliveira

Formando em Direito na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte. Assíduo leitor sobre o que a filosofia pode corroborar com a formação do ser. Orientação política à esquerda.

O poder da arte: conheça o impressionista francês Manet

A arte tem o poder de embelezar nosso cotidiano. Para Schopenhauer as obras de arte eram um dos elementos estéticos capazes de suprimir momentaneamente o nosso estado de dor. Peculiar não só pelo estilo próprio de impressionismo, Manet ficou internacionalmente conhecido pelo seu estilo polêmico e suas boas referências.


Édouard Manet, foi um pintor francês que inovou tanto na estética como no modelo. Apesar de ser impressionista, suas obras não eram de uma coloração forte. Retratava temas oriundos da corrente naturalista, em voga na época.

O almoço sobre a relva.jpgO almoço sobre a relva (1863)

A sensual e provocante, a posição da modelo nua (que retrata uma prostituta), perante dois homens completamente vestidos, provocou escândalo na sociedade mais conservadora, quando da sua exibição no Salon des Refusés, em 1863. A pintura não possui um teor crítico social, o artista não pretendia criticar a sociedade, nomeadamente o estatuto da mulher, a condição das prostitutas parisienses, ou a procura pelo sexo pelos aristocratas. O que esta tela declarava era a profunda e escandalosa liberdade do pintor, que várias vezes, ao longo da sua trajetória pela arte escandalizou os espectadores do Salon.

Olympia.jpgOlympia (1865)

Pintura mais famosa do artista francês, foi uma obra mais própria do realismo do que o próprio impressionismo. Nela é retratada a Vênus de Urbino, do pintor italiano Ticiano, que por sua vez se inspira na Vênus Adormecida de Giorgione. É o retrato de uma jovem prostituta nua em uma atmosfera erótica. Esse quadro foi causou inúmeros protestos no Salon de Paris, local onde foi exibido, já que a ala conservadora a considerava "imoral e vulgar".

Efeito de neve em Petit-Montrouge.jpgEfeito de neve em Petit-Montrouge (1870)

Manet pintou esta imagem quando um membro da Guarda Nacional durante o 1870-1871 cerco de Paris da Guerra Franco-Prussiana. Ao contrário dos pintores da história de seu tempo, Manet não mostra uma visão heróica de batalha, mas sim o ambiente obscuro de uma batalha iminente. A imagem reflete a perda de esperança sobre a situação militar, a sua profunda solidão, e a privação que sofreu durante esta época de Manet.

Le suicide.jpgO suicídio (1877)

A abordagem de Manet para esta descrição pode representar o seu desejo de continuar a romper com a tradição acadêmica, em que uma representação de suicídio só poderia caber dentro do gênero da pintura histórica morte –onde o suicídio seria colocado dentro de uma narrativa associada com sacrifício, idealismo, ou heroísmo. Nessa obra não há nada de heroico, pelo contrário, era apenas um homem com seus dilemas e conflitos, com suas náuseas e indagações e que assim pôs fim a sua vida.

At the cafe concert.jpgShow no café (1878)

A definição foi identificada como o Reichshoffen Brasserie no Boulevard Rochechouart. Manet nós, homens e mulheres nos novos brasseries e cafés de Paris, que apresentam ao espectador uma visão alternativa de uma nova vida em Paris. As mulheres descritas nestas cenas foram cortejar determinados riscos com relação à percepção e à moralidade da sociedade conservadora na época.


Victor Oliveira

Formando em Direito na Universidade Estadual do Rio Grande do Norte. Assíduo leitor sobre o que a filosofia pode corroborar com a formação do ser. Orientação política à esquerda..
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