doce menina

a essência daquilo que se é

natally rodrigues

Um ser humano aprendiz da vida, do mundo, das sensações, um ponto sem fim regido pela arte.

seremos julgados pela coragem dos nossos corações

É por um coração puro e aberto aos erros e aos acertos não determinados por mim que eu aceitarei ser julgada, por um coração que enxergue e que sinta, por um coração que note detalhes, por um coração que se julgado, não julgará de volta, por um coração que transborda amor, por um coração machucado ou aclamado, por um coração que tenha vivido e dado sentido.


037790.jpg-c_620_260_x-f_jpg-q_x-xxyxx.jpg

Certo e errado. Certo ou errado. A sociedade julga como se fosse juiz e como se a verdade, absoluta. A sociedade aponta o dedo. Intimida. Amedronta. E aquele com medo da sua definição perante o mundo fica num casulo e é marginalizado. Mas ainda bem que existem aqueles que não dão a mínima para o que o estereótipo determina. A realidade aos poucos se torna mais humana, um pouco ali, um pouco aqui, um pouco lá.

A questão é que as pessoas sempre serão muito mais do que a aparência diz. Há um mundo interno em cada um que deve ser explorado por quem realmente se dispõe a esse conhecimento, um alguém que não vai julgar o que vê, mas que vai respeitar o que vê e se concluir que não pertence ali, esse alguém vai sair com todo respeito e vai deixar algum aprendizado. Há pessoas que passam pelas nossas vidas só pra nos ensinar a não ser como elas, e há pessoas que nos inspiram e nos faz acreditar num mundo melhor, mesmo que não permaneça no nosso dia a dia.

Um ingrediente ao caos da sociedade é a generalização. Ela leva ao caminho da destruição da empatia, e faz com que muita gente receba desconfiança em primeiro lugar. Nós, como meros humanos devemos dar a oportunidade do outro demonstrar quem é. Estar, realmente aberto para isso e olhar com os olhos de quem quer ver. Talvez, assim nós enxergaremos a vida intolerante que estamos vivendo.

Em Sense8 há uma frase muito interessante que diz “no fim, seremos julgados pela coragem dos nossos corações”. É por um coração puro e aberto aos erros e aos acertos não determinados por mim que eu aceitarei ser julgada, por um coração que enxergue e que sinta, por um coração que note detalhes, por um coração que se julgado, não julgará de volta, por um coração que transborda amor, por um coração machucado ou aclamado, por um coração que tenha vivido e dado sentido. Por um coração que tenha tido coragem e tenha aceitado cada escolha, cada consequência. Por um coração que tenha sido acolhido e também acolheu. Um coração que sempre baterá com o do outro, e se não bater é porque a reciprocidade se fez ausente. Um coração sem culpa e grato.

Diante a beleza do mundo, eu acredito intrinsecamente que mais vale deixar os julgamentos pra lá e pra quem realmente pode do que querer ser a voz da razão. Razão não faz sabedoria. Saber rir da dor faz. Experiência faz. Empatia faz. Então, eu creio que seguir o seu coração é o mais válido conselho, pois assim não enganaremos a nós mesmos. Pelo contrário, nós seremos verdadeiros e corajosos. Por mais que pareça loucura, há de se ter confiança no que sentimos e acreditamos. E espalhar isso pelo mundo sem ferir ninguém.

Então se quiser demonstrar o que sente, demonstre. Não tenha medo. Seja fiel consigo mesmo. Viva e seja feliz. Sem medo do que irão dizer, mas com a serenidade de quem sabe o que está fazendo e está em paz consigo mesmo.


natally rodrigues

Um ser humano aprendiz da vida, do mundo, das sensações, um ponto sem fim regido pela arte..
Saiba como escrever na obvious.
version 1/s/recortes// //natally rodrigues
Site Meter