doce menina

a essência daquilo que se é

natally rodrigues

Um ser humano aprendiz da vida, do mundo, das sensações, um ponto sem fim regido pela arte. Autora do livro de poesias "Doce Menina" e graduanda em Psicologia.

o destino é uma sensibilidade

Ao estar em um mundo, muita coisa nos acompanha, muita gente. É quem passa, é quem aparece, é quem reaparece, é quem observamos de longe, é quem deixa saudade, é quem vamos amar por muito tempo. E cada tipo de relação merece a gratidão por aquele momento. Pelo agora. Pela oportunidade. Pela graciosidade que é ser e estar.


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A vida acontece ali, aqui, lá, no sul, no norte, no leste e no oeste. E nós vivemos o dia a dia, muitas vezes não percebemos os detalhes. Tudo passa em sentido literal da palavra. Mas se pararmos para pensar, nós ficamos horas (se possível) refletindo sobre a grandiosidade do mistério que é viver.

Então, ao decorrer dos pensamentos que vem e vão, uma coisa chama muita atenção, seria ela o destino. Pense quantas e quantas vezes o acaso aconteceu na sua vida. Todas as possibilidades de “e se” que não passaram de planos, pois a sua vida tomou outro rumo. Um acoplado de escolhas, sorte e destino.

No livro “A Insustentável Leveza do Ser”, a personagem Tereza reflete que foi necessário não só um acaso, mas seis para que ela conhecesse Tomas. O que eu quero dizer é que acontecem coisas em nosso caminho que só entenderemos quando chegarmos lá na frente. Não é uma questão de amadurecimento, mas de reflexão mesmo, de gratidão por cada situação que passou, pois somos esta soma. Nós apenas aumentamos, não subtraímos. É vivência atrás de vivência, derrota, vitória, paz, guerra, tristeza, felicidade, um amontoado de experimentos na pele.

Diante tantas conspirações inexplicáveis, nós seguimos com determinados “presentes”. Talvez seja um momento de plantar ou de colher, mas sabemos que o fruto não é outra coisa do que amor. É por meio deste elo que o destino acontece. É por ele.

A beleza das coincidências impressiona. Mas eu digo mais, é necessária uma sintonia. Nada acontece por acontecer. Há toda uma sensibilidade esperando ser sentida atrás de duas pessoas que se conhecem “do nada” e logo se dão bem. Tem algo aí. Tem um “vamos olhar o mundo juntos, agora”, pra cada um acrescentar no outro, na vida do outro.

É por meio do destino que pessoas são inspiradas e tornam-se inspiração. É acreditar nesta magia, neste sentido inexplicável que a vida se esvai. É estar atento ao que vem. É abraçar e não se lamentar por aquilo que planejou e não deu certo. É se encantar com a beleza do mistério. É cair no riso por achar que algo soa surreal.

Com tantas pessoas no mundo, qual o motivo de você conhecer justamente determinadas pessoas? O mundo é um pouco grande demais para você dizer que “só havia essas opções”. Mas você tem uma ligação com essas determinadas pessoas, né. Determinadas.

Ao estar em um mundo, muita coisa nos acompanha, muita gente. É quem passa, é quem aparece, é quem reaparece, é quem observamos de longe, é quem deixa saudade, é quem vamos amar por muito tempo. E cada tipo de relação merece a gratidão por aquele momento. Pelo agora. Pela oportunidade. Pela graciosidade que é ser e estar.

Dito isso, cabe a nós notarmos os detalhes, os mistérios, a beleza, o destino. Em um equilíbrio entre acasos e escolhas nós vivemos. A intensidade e a proporção que daremos à isso cabe a cada um. Alguns podem achar bobeira, outros podem se encantar. Acredito que só não pode passar despercebido o que sentimos. Isso sempre será o mais verdadeiro e o mais fiel. Mas se de destino que somos feitos, que tenhamos coragem e magia para percebê-lo e honrá-lo. Que a vida nos traga outros “e se”. Que sonhemos e saibamos aproveitar o hoje, o agora.


natally rodrigues

Um ser humano aprendiz da vida, do mundo, das sensações, um ponto sem fim regido pela arte. Autora do livro de poesias "Doce Menina" e graduanda em Psicologia..
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