doce menina

a essência daquilo que se é

natally rodrigues

Um ser humano aprendiz da vida, do mundo, das sensações, um ponto sem fim regido pela arte. Autora do livro de poesias "Doce Menina" e graduanda em Psicologia.

O que pode ser a caverna?

A vida existe para que a gente saiba aproveitá-la da melhor forma possível. O que poucas vezes alguém para e pensa é que esta melhor forma possível diverge muito de pessoa para pessoa. Eis que surge a importância de saber o seu lugar e o do outro na tentativa de ninguém atingir um espaço que não te diz respeito.


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A vida existe para que a gente saiba aproveitá-la da melhor forma possível. O que poucas vezes alguém para e pensa é que esta melhor forma possível diverge muito de pessoa para pessoa. Eis que surge a importância de saber o seu lugar e o do outro na tentativa de ninguém atingir um espaço que não te diz respeito.

Na perspectiva de que a caverna pode ser variadas formas para ver o mundo, nós nos perguntamos o que ela é ou pode representar. Muitas vezes, a caverna é vista como um lugar de escuridão. Dialogando com esta visão, tal representação carrega um significado de ser o espaço em que nos encontramos com medo, mas ao mesmo tempo estamos presos a ele. Como se ao mesmo momento, tal lugar, tal grupo de pessoas, ou coisa do tipo fosse o nosso próprio céu e o nosso próprio inferno. Nós estamos amarrados ou talvez amaldiçoados naquilo. E como se livrar disso? A primeira coisa a saber é se está preparado para lidar com as consequências de viver sem este céu e com o que este inferno também pode te provocar ou se também está preparado para continuar suportando essa ambivalência longe de ser saudável.

Outra perspectiva é da caverna ser uma imagem da solidão. O que nos leva para duas vertentes de pensamento, quem gosta da solidão e quem a odeia. A caverna pode estar ligada ao fato de ser um bom lugar, silencioso e sozinho, e que o indivíduo se encontre em harmonia com os seus pensamentos, os batimentos do seu coração, em que ele veja a necessidade de estar sozinho, se equilibrar para depois estar com alguém. Ou, ainda, ser vista como um momento de tristeza e solidão dado que ninguém e nada do mundo lá fora conseguem entender e acolher o coração que sente a frieza do mundo e agora da caverna.

O que eu quero dizer é que, sempre vai haver diferentes formas de ver o mundo. Cada ser humano carrega em si um sentido e um significado para cada coisa que está ao seu redor. Nós não devemos cair na falácia de achar que estamos em uma posição melhor que a do outro, se cada um tem um paradigma de com que se contenta. O que não podemos deixar acontecer é pautar que as nossas verdades sejam as universais para aquilo e para quem está ao nosso lado. Cada indivíduo tem uma vida, logo cada um é responsável e pode palpitar e mandar somente na sua vida e não na de outra pessoa. É desumano querer dominar uma vida que não te diz respeito. É desumano querer ser a caverna de alguém, por mais que tenhamos raízes, nós também temos asas e a vida é voar.

Só devemos nos prender a nós mesmos, somente sobre isso nós podemos ter controle. Viver e conviver com as consequências dos nossos atos, muitas vezes pode ser pesado demais, então imagina viver e conviver com as consequências de uma vida em que outra pessoa decide por nós. Que o mundo não caia na armadilha de “tudo em nome do amor”, pois o mundo ainda não aprendeu a amar. O primeiro passo é “tudo em nome do respeito”. Para que então nós possamos viver nas nossas cavernas, no arco-íris, para que então nós possamos amar.


natally rodrigues

Um ser humano aprendiz da vida, do mundo, das sensações, um ponto sem fim regido pela arte. Autora do livro de poesias "Doce Menina" e graduanda em Psicologia..
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