doce menina

a essência daquilo que se é

natally rodrigues

Um ser humano aprendiz da vida, do mundo, das sensações, um ponto sem fim regido pela arte. Autora dos livros de poesias "Doce Menina" e "Viver é um pecado mortal", graduanda em Psicologia.

uma carta para dizer que eu não soltei da tua mão

Todo mundo pode se reconhecer em uma história de amor. Todo mundo é tocado por uma história de amor.


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Hoje eu estou aqui para dizer em modo público o quanto eu te amo. Como uma história natural de amor, a gente aconteceu. Eu não fazia ideia do quanto o sentimento era real para você desde o início, até mesmo antes das nossas conversas. Eu sei que a paixão se intensificou, você passou de interesse para gostar e eu quando me dei conta de mim só sabia falar de você para os meus amigos. Eles me olhavam com cara de “olha você de novo falando de quem”.

Eu amo cada segundo da história que nós construímos. Eu amo cada detalhe. Cada vez que eu me lembro do teu sorriso direcionado pra mim. Lembro-me do teu abraço que sempre foi o meu melhor lar. Finalmente, conheci você e assim conheci o amor. Não tinha como ser com outro alguém, se só você tem a delicadeza e ao mesmo tempo a força e a coragem de me conquistar. Foi isso. Toda a sua dedicação para que eu acreditasse que você não estava ali de passagem e eu não correria riscos. Espere, amor? Sem riscos?

Logo os obstáculos começaram a aparecer e a gente foi passando um por um. Eu sempre ressaltei o quanto somos melhores juntos. O quanto sozinho fica praticamente insuportável passar por coisas que ao seu lado eu ganho o suporte necessário para enfrentar. Em todos os dias a partir da sua existência ao meu lado eu fui alguém melhor neste mundo. Eu conheço a tua dor, eu conheço as tuas batalhas, eu conheço o teu coração, eu conheço os teus medos. E eu sempre estarei aqui para te ouvir. Eu nunca vou conseguir ir, porque eu não quero e eu não pertenço ao mundo de fora.

Meus sentimentos são completos relatos da intensidade com que eu penso e lembro-me de nós. A saudade a cada dia se faz maior e eu não sei até que ponto eu posso suportar. Por que essa carta? Você olha pra minha cara e grita “por que mexer na ferida?”. Porque eu não quero ser uma ferida cicatrizada por falta de mexer, de revirá-la. Porque eu não quero compor mais uma parte da sua criança ferida, da minha criança ferida. Porque eu nunca quis e nunca irei te ferir. Eu não digo que sou a sua cura e nem que você é a minha, mas eu sou a criança que traz um algodãozinho e pede pra colocar nessa ferida, eu sou a criança que te olha e faz a magia da felicidade aparecer, eu sou a criança que colore o teu mundo e traz vida. Eu não sou uma ferida. Nós não somos uma cicatriz. Eu sou quem está ao seu lado para te ajudar quando você estiver com problemas. Eu sou quem escuta o teu choro, pressente a tua dor e as tuas futuras ações, eu sou quem se importa, quem te entende e quem te ama sem condições.

Eu não vou embora, no fundo você sabe disso. Eu não conseguiria nem se quisesse. É o nosso amor que dá sentido nessa vida, me desculpe todas as pessoas que dizem que o amor relatado nos filmes de finais felizes não existe. Ele é mágico e se você tiver sorte, ele é a melhor coisa que pode acontecer na vida de alguém. A independência é importante, o autoconhecimento, os teus interesses próprios, os teus pensamentos e as tuas atividades, e amar alguém não é você perder ou abrir mão de nada disso. É só você encontrar algo que te dê mais sentido e mais felicidade, é a consagração humana em aspectos pessoais, profissionais e relacionais. Estamos aqui para sentir e amar, não somos robôs do cotidiano.


natally rodrigues

Um ser humano aprendiz da vida, do mundo, das sensações, um ponto sem fim regido pela arte. Autora dos livros de poesias "Doce Menina" e "Viver é um pecado mortal", graduanda em Psicologia..
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