doce menina

a essência daquilo que se é

natally rodrigues

Um ser humano aprendiz da vida, do mundo, das sensações, um ponto sem fim regido pela arte. Autora dos livros de poesias "Doce Menina" e "Viver é um pecado mortal", graduanda em Psicologia.

a força está no amor e cada vez nos tornamos mais fracos

A sociedade perde a cada dia que passa o resto de humanidade que existe no anseio de uma esperança por dias melhores. Quem se depara com o atual cenário de injustiças sociais em que o mundo se encontra e não se comove é porque já está morto por dentro e de que vale viver então?


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A sociedade perde a cada dia que passa o resto de humanidade que existe no anseio de uma esperança por dias melhores. Quem se depara com o atual cenário de injustiças sociais em que o mundo se encontra e não se comove é porque já está morto por dentro e de que vale viver então?

A gente tem deixado o mais importante de lado e focado apenas nas nossas próprias ambições, em nossos próprios desejos, e o pecado disso está baseado em uma vida que não respeita a vida do outro, que não enxerga limite, que se acha superior a alguém. E enquanto a gente busca ser e estar melhor do que o outro, a gente perde o pouco quase nada que sobrava da nossa humanidade. A gente não tolera. A gente não suporta. A gente não pratica empatia. A gente em nenhuma hipótese tem um bom coração.

Qual o significado real de se sentir melhor e querer estar superior a alguém? De que vale a nossa ambição alicerçada em um egoísmo, em um egocentrismo capaz de destruir o nosso sentimento de humanidade? Quando a gente lamenta que a pessoa não morreu com a facada, quando a gente acha graça em pessoas que quebram a placa de homenagem para uma pessoa que foi assassinada por defender os direitos humanos, quando a gente faz piada porque alguém está sofrendo ameaças de morte, a gente perdeu. A gente falhou como ser humano.

Tudo isso porque a gente cai na graça infeliz da hipocrisia dos nossos discursos dado que na realidade poucos são aqueles que realmente se abrem ao diálogo e respeita o outro, o espaço do outro, a liberdade do outro. Todo mundo que fere a liberdade de alguém não passa de uma pessoa perdida pelas coisas do mundo. Quando a gente quer ter o poder e o controle de algo que ultrapassa o sentido da individualidade e da singularidade de cada um, a gente quer que apenas o nosso seja reconhecido, a gente pensa que só o nosso importa e está certo. E a partir disso, a gente vira uma casta de pessoas que não se importam com o necessário. Não se importam com o amor.

O que falta no mundo, eu não sei se é uma falta, mas o problema mesmo da prática disso que é tanto dito. Falta a prática do amor e com isso eu quero dizer um respeito, um companheirismo, uma solidariedade, uma empatia com o outro. Se a gente não ama e não vive atrelada a consciência de que existem pessoas e em uma hora todas vão morrer e então se deve aproveitar isso aqui com delicadeza, sentimentos bons e verdade, a gente escolhe viver se direcionando para coisas que só nos mostra o quanto ninguém entendeu nada e está todo mundo perdido.

Querer se sentir melhor que o outro, procurar ofender alguém e coisas desse teor é viver por uma aparência e de nada adianta se tornar alguém perante a sociedade se no fundo você é vazio e totalmente desrespeitou o outro e a sua própria oportunidade de viver e fazer o bem. Amar. Como já dizia Freud, ame para não adoecer.


natally rodrigues

Um ser humano aprendiz da vida, do mundo, das sensações, um ponto sem fim regido pela arte. Autora dos livros de poesias "Doce Menina" e "Viver é um pecado mortal", graduanda em Psicologia..
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