doce menina

a essência daquilo que se é

natally rodrigues

Um ser humano aprendiz da vida, do mundo, das sensações, um ponto sem fim regido pela arte. Autora dos livros de poesias "Doce Menina" e "Viver é um pecado mortal", graduanda em Psicologia.

as pessoas não têm noção do que é existir

Como dizem, a arte é necessária. Ela mantém a lucidez.


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As pessoas não tem realmente noção da existência, esse meu pensamento está atrelado ao fato de como a sociedade tem se comportado na atualidade. A gente está tão preocupado com imagem, dinheiro, poder que muito tem se perdido, inclusive o que há de mais importante, o sentimento de humanidade. A gente não tem procurado viver, a gente tem sobrevivido diariamente. Todo momento, nós somos controlados pelo tempo, pelas regras e pouco nos conectamos com o nosso interior. É mais importante não parar um segundo para ser alguém na vida, do que perder dez segundos de conexão profunda com algo ou alguém. É melhor abrir mão dos sentimentos puros e ir atrás do se sentir valorizado e importante socialmente falando.

A cada dia que passa a gente tem se tornado cada vez mais máquinas, e pouco importa o que a gente sente. Mas pensa comigo, por que alguém vai se importar com o que eu sinto, se nem eu dou valor para as minhas emoções ou os meus sentimentos? Eu não dou voz à eles, não os permito existir, tem coisa mais relevante para eu dar a minha atenção, o meu esforço e o meu tempo.

É ISTO! Na sociedade de hoje quem merece o meu tempo, o meu esforço e a minha atenção são apenas as coisas materiais e olhe lá pessoas de influência para que eu possa ser alguém na vida. Me pergunto, o que significa ser alguém na vida?

O que eu quero dizer é que o ser humano se perdeu há muito tempo, e o pior é que ele se acha no caminho certo. Talvez a gente já esteja tão vazio, que tudo bem parecer uma lata sem nada dentro.

Em pensar que nós poderíamos ser tanto. A gente poderia amar e acolher o outro, construir relações profundas que fariam entender porque é bom viver. Mas nos fechamos em nossos quadrados e não enxergamos nada além de nós. As pessoas dizem tanto amar um Senhor, mas esquecem de amar as pessoas que também são filhas desse Senhor. Não consigo acreditar em que se utiliza de religião, se utiliza do nome de alguém para traçar as suas ações e justificativas. A verdade é que as pessoas acreditam no que querem.

Se a humanidade tivesse humanidade e além de perceber que todos nós um dia, mais possivelmente a qualquer momento, iremos morrer, talvez a gente vivesse um pouco mais dignamente como humano. Talvez a gente não deixaria tudo nos controlar e parasse de viver essa vida que a gente finge com todas as forças ter algum controle sob ela. Talvez a gente parasse de fingir e sentisse. Talvez a gente percebesse que a glória da imagem e do status social não chega aos pés do se sentir unicamente amado incondicionalmente por somente uma pessoa, mas a pessoa mais importante, a que a gente também ama. Talvez a gente parasse de ferir o outro e passasse a ajudá-lo. Talvez a gente finalmente viveria e pararia de apenas sobreviver. Machucar quem nos machuca é continuar num ciclo de violência, machucar quem sempre esteve ao nosso lado incondicionalmente é morrer por dentro, ser só um corpo que sobrevive, pois perdeu a humanidade.


natally rodrigues

Um ser humano aprendiz da vida, do mundo, das sensações, um ponto sem fim regido pela arte. Autora dos livros de poesias "Doce Menina" e "Viver é um pecado mortal", graduanda em Psicologia..
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