doce menina

a essência daquilo que se é

natally rodrigues

Um ser humano aprendiz da vida, do mundo, das sensações, um ponto sem fim regido pela arte. Autora dos livros de poesias "Doce Menina" e "Viver é um pecado mortal", graduanda em Psicologia.

simplicidade é o que a sociedade de hoje rejeita

A bondade humana deveria praticar o amor, a empatia, o não julgamento. Por que temos nos deparado com o oposto de tudo isso?


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Há uma grande beleza na simplicidade. muitas vezes, a simplicidade está atrelada a uma vida mais difícil, com mais obstáculos, a gente vive num mundo muito injusto, principalmente em questões sociais. Esse ano venho tendo a oportunidade enriquecedora de saber o valor e a importância das políticas públicas, o ser humano não faz ideia do quanto são essenciais! Tem uma população que pra sobreviver precisa de política pública, tem gente que não tem nem o básico do básico, tem gente que sofre diariamente das mais variadas formas primitivas. Há muita violência no mundo e ela acontece a todo momento da mais variada forma.

As pessoas não têm noção do que é viver na sociedade que a gente vive, isso acontece porque a gente está muito focado na nossa própria singular existência, fora do nosso olhar egocêntrico, tem gente nas míseras condições de vivência. Voltando a falar da simplicidade, entrando no contexto da importância da educação, da educação pública de qualidade, eu falo que não há educação privada ou qualquer outro tipo de graduação e meios acadêmicos que formam caráter como a vida forma. Como a existência forma. Como a vivência árdua forma. Como a simplicidade e a humildade formam. Não há diploma que comprove ser formado em humanidade, e é disso que o mundo precisa, que humanos sejam, literalmente, humanos.

Eu tenho um outro questionamento a respeito dessa sociedade que tanto tem se ilustrado nos dias de hoje, em nome da moral e dos bons costumes. Vocês que tanto falam de família tradicional, realmente tem uma família tradicional? Outra coisa, vocês têm a consciência de que são familiares que na maioria das vezes abusam e violentam as crianças? Em nome de quem vocês realmente falam? O cunho religioso é outro questionamento, quem são vocês para querer julgar em nome de uma divindade? Qual é o real ganho a partir do momento que vocês apenas ficam orando e vivendo em seus mundos egocêntricos sem sair da própria bolha? É dessa forma, ignorando o outro, que se faz a diferença no mundo? Quem é esse Deus que tantas graças te dá, mas não protege tantas outras míseras famílias?

O que eu quero dizer é que a sociedade de hoje tem se utilizado de um discurso falso, que não a representa verdadeiramente. Pegam argumentos religiosos que não deveriam ser usados se realmente houvesse um respeito por tais crenças, e usam isso como subsídio para pregar a única coisa que interessa para boa parte das pessoas do mundo de hoje: o dinheiro, o poder, a imagem, a desigualdade e o preconceito. Torna-se cada vez mais difícil acreditar que vale a pena estar aqui.


natally rodrigues

Um ser humano aprendiz da vida, do mundo, das sensações, um ponto sem fim regido pela arte. Autora dos livros de poesias "Doce Menina" e "Viver é um pecado mortal", graduanda em Psicologia..
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