doce menina

a essência daquilo que se é

Natally Rodrigues

Um ser humano aprendiz da vida, do mundo, das sensações, um ponto sem fim regido pela arte. Autora dos livros de poesias "Doce Menina" e "Viver é um pecado mortal", graduanda em Psicologia.

somos seres pertencentes


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Nada vale a existência se não houver conexões com o outro. A grande questão é que para se conectar, realmente, precisa permitir-se a vulnerabilidade. E no mundo de hoje, poucos demonstram tamanha coragem.

O discurso de uma vida independente com "eu não preciso de ninguém", "porta da rua, serventia da casa", "eu não faço questão de ninguém, eu me basto, quem quiser ficar fica", sinalizam uma fraqueza egoica que está longe de transparecer uma vida independente. Essas frases são emitidas por quem ou sofreu muito durante as interações existentes até então, ou nem viveu interações um pouco mais profundas. Quem se atreve a sair da superficialidade hoje?

O modelo de vida individualista provoca sérios problemas na convivência da sociedade. É como se sempre existisse um melhor, uma superioridade, que, às vezes, pode ser acompanhada de gestos caridosos. Que tristeza desumana sentir um prazer advindo da pobreza de um outro por meio do gesto da caridade.

A partir desta vida tão desconexa, alguns humanos ainda buscam a conexão. Alguns são mais sinceros e fiéis aos seus sentimentos, outros procuram se enquadrar em padrões de fácil aceitação e promoção de status social. A característica em comum é a busca pelo sentimento de pertencimento.

Pertencer é fazer parte. É sentir uma base concreta e sólida. É sentir que há um lugar no mundo em que você pode pousar com as suas dores, as suas alegrias, os seus defeitos e as suas qualidades. Pertencer é a aceitação. É afeto que afaga e empurrão nas costas quando a gente não tem força pra continuar sozinho. Pertencer é laço e união. E deveria ser algo interligado por almas, embora a gente saiba que, por vezes, é interligado por poder econômico e imagem a zelar.

Que a gente saiba reconhecer nossos verdadeiros traços. Para que seja possível conexões sinceras. Que em determinados lugares chamados pessoas, a gente possa se permitir ser vulnerável. Ninguém é forte o tempo todo e também não é necessário ser. Que a gente saiba pertencer a si mesmo para conseguir o pertencimento com quem importa para o coração.


Natally Rodrigues

Um ser humano aprendiz da vida, do mundo, das sensações, um ponto sem fim regido pela arte. Autora dos livros de poesias "Doce Menina" e "Viver é um pecado mortal", graduanda em Psicologia..
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