doce menina

a essência daquilo que se é

natally rodrigues

Um ser humano aprendiz da vida, do mundo, das sensações, um ponto sem fim regido pela arte. Autora dos livros de poesias "Doce Menina" e "Viver é um pecado mortal", graduanda em Psicologia.

talvez o grande problema do mundo seja a hipocrisia

Se a gente soubesse viver com a prática da humanidade, quem se atreveria a ser hipócrita?


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Sou alguém tão jovem que nem eu me levo a sério. Mentira. Eu penso demais pra não me levar a sério. Eu busco ser justa em todas as minhas atitudes, porque a vida me soa tão injusta, e então o que eu posso ser de mais humana, eu sou. Talvez isso não me leve para nenhum lugar, talvez eu fique cada vez mais presa no meu bom coração e ao redor pessoas olhando e dizendo o quanto eu sou idiota. Mas de que vale a pena viver se não for pra ser uma pessoa bacana? E com bacana eu quero dizer alguém que saiba se reconhecer, que esteja disposta a amar e fazer o bem ao próximo, mesmo que esse próximo não seja legal com você de volta.

Ao passar do tempo, eu confesso que está ficando cada vez mais difícil de acreditar na bondade humana, há tanto ódio sendo semeado e eu me pergunto qual o motivo de faltar tanto amor nesses corações. Eu não sei dizer a necessidade dos estereótipos, do preconceito, da maldade. As pessoas complicam o que pode ser tão fácil. Conviver. Mas tudo se torna tão trabalhoso porque fulano não pensa igual a mim ou porque ciclano só sabe apontar o dedo para os outros. E quem muito fala pouco vive.

Dizem que o mundo muda com o nosso exemplo, não com a nossa opinião. Por exemplo, de que vale você viver na igreja se julga qualquer pessoa que diante da sua visão de mundo está em pecado. Quem te dá o direito de julgar alguém? Qual o verdadeiro exemplo que você passa ao opinar com horror pessoas homossexuais, feministas, negras? Ou de que vale a sua opinião embasada em "vamos nos amar e ser bons seres humanos", se o teu exemplo, de fato, não passa de alguém preconceituoso? Talvez o grande problema do mundo seja a hipocrisia.

Talvez o nosso maior pecado seja a gente querer ficar na nossa bolha e não olhar que tem um mundo lá fora e que precisa de ajuda. Com ajuda eu não quero dizer catequizar ninguém, mas sim olhar e ser humano com o outro. Olhar sem julgar. Respeitar e se possível, amar. A gente está aqui para aprender e ser melhor a cada dia. Se há erro, também há a possibilidade de mudar o rumo para crescer e amadurecer. Talvez o nosso maior pecado seja querer que todo mundo se encaixe no nosso conceito de amor. A gente só não percebe que isso pode ferir quem tanto a gente diz amar. Tenham a consciência de uma coisa, o amor dialoga com respeito, aceitação e liberdade. O amor não fere, não prende, não amarra. O amor não controla.


natally rodrigues

Um ser humano aprendiz da vida, do mundo, das sensações, um ponto sem fim regido pela arte. Autora dos livros de poesias "Doce Menina" e "Viver é um pecado mortal", graduanda em Psicologia..
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