doce menina

a essência daquilo que se é

natally rodrigues

Um ser humano aprendiz da vida, do mundo, das sensações, um ponto sem fim regido pela arte. Autora dos livros de poesias "Doce Menina" e "Viver é um pecado mortal", graduanda em Psicologia.

a perspectiva em relação ao coronavírus e a vivência


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Ultimamente o único assunto das rodas de conversas virtuais, dos jornais, dos nossos pensamentos próprios tem sido o COVID-19. A partir disso, muita coisa é pensada e sentida. Questões políticas aparecem das variadas formas, o que foi feito em tal país, o que aconteceu nesse país, o que está acontecendo lá, o que tem acontecido aqui no Brasil, como prevenir, o que envolve todo esse contexto.

As mais diversas opiniões são emitidas. Absurdos e sensatez são vistos. Precaução e Indisciplina também. A questão da saúde pública é levantada, a saúde psicológica emerge como cuidado fundamental no meio de uma pandemia, afinal, ninguém pode sair de casa.

O que mais o coronavírus traz de reflexão além da política e do medo?

Em uma conversa recente, me falaram sobre como é bonito ver que as pessoas estão sendo solidárias e praticando o bem no meio de tudo que tem acontecido. Sim, isso é necessário, mas podemos perceber que vai até a página dois. As medidas preventivas começaram um pouco tarde, nós esperamos o problema chegar, o problema alarmar pra começar a agir. E ainda não é todo mundo que tem colaborado e feito a sua parte.

É, no mínimo, interessante parar pra pensar sobre como a sociedade tem vivido. Eu costumo dizer que o ser humano possui uma falsa sensação de controle. Sempre age pensando que está tudo sob o seu controle, uma forma que se sente protegido ou poderoso. O que toda pessoa busca, sentir o controle da situação, das pessoas ao seu redor e de si mesmo.

A falha mínima é que como eu já disse, isso é falso. A partir do momento em que vivemos, não temos o controle das coisas. Lidamos e somos obrigados a lidar com a incontrolabilidade. A vida impõe obstáculos, e você que dê seus pulos. Viver é ter consciência das incertezas. Pra viver, é necessário coragem. Uma pessoa sem coragem não aguenta a imprevisibilidade.

As pessoas lutam diariamente pelo poder, status social, dinheiro. Como se isso fosse a grande salvação do mundo. Pena que vem aí um vírus desconhecido pra dizer, de forma não formidável, que não adianta a sensação de controle, o poder, o dinheiro, se esse vírus pode matar milhares e milhares de humanos. Ele faz parte da incontrolabilidade da existência.

Sabe quando a gente recebe a notícia de que uma pessoa muito querida faleceu? E a gente não estava esperando por aquele acontecimento. Então, a gente começa a dizer que a vida é um sopro, que tem que aproveitar o agora, dizer que ama, viver realizando o que gosta, com quem gosta. A pandemia vem nesse sentido, da gente não saber o pode acontecer. Talvez não pense muito sobre a vida é um sopro, porque está apavorado demais pensando que todo mundo vai morrer, que o mundo está em colapso.

A incontrolabilidade sempre vai existir. E a melhor forma de lidar com ela, primeiramente é aceitá-la. Em seguida, saber a importância das políticas públicas para as questões sociais, praticar a empatia, ter responsabilidade que se estende a área afetiva, as coisas mais essenciais não são dinheiro, poder e controle, precisa-se do outro, ninguém vive sozinho, todos os trabalhos são importantes e merecem respeito e prestígio. E o crucial: só o amor pra nos dar força para continuar.

Cuidem-se durante a pandemia. Amem. E aproveitem suas vidas quando quase tudo voltar ao normal. Já dizia os poetas, viver é melhor que sonhar. Eu sei, o amor é uma coisa boa. Sejam humanos, literalmente.


natally rodrigues

Um ser humano aprendiz da vida, do mundo, das sensações, um ponto sem fim regido pela arte. Autora dos livros de poesias "Doce Menina" e "Viver é um pecado mortal", graduanda em Psicologia..
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