dos vestígios da medusa

Impressões sobre a poesia das palavras e das coisas.

Mariana Silveira

"Uma tarde é suficiente para ficar louco ou ir ao Museu ver Bosch" Roberto Piva (Piazza I)

Livros para ler no metrô

Alguns títulos, daqueles em que não é preciso ler com a caneta na mão, transformam o commuting algo mais agradável, a não ser que se esteja no afinco de engatar uma conversa ou observar a fauna urbana em toda a sua singularidade. Aí vão as dicas:


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Breve história do mundo, Ernst Gombrich

Aos que o conhecem como grande historiador de arte, não se surpreenderão ao vê-lo como um mágico a contar a história do mundo em toda a sua humanidade. Apesar de ser um livro destinado a adolescentes, Gombrich capta o leitor de maneira fatal, sendo impossível largar esta narrativa tão fascinante sobre o que nos antecedeu. Imperdível!

Como um romance, Daniel Pennac

Livro interessante que questiona o comprometimento da fruição da leitura em função da obrigatoriedade desta. Ao comentar o fascínio das crianças pelas histórias e como os pais e educadores podem estimulá-las à atividade, o autor comenta "que pedagogos éramos quando não tínhamos a preocupação da pedagogia!". Um ótimo despertar para pensarmos sobre a nossa relação com a leitura e como os indivíduos podem construir sua relação com a literatura sem que esta esteja sob o viés da compulsoriedade.

O mal-estar na cultura, Sigmund Freud

Sempre atual, o iluminado Freud discute questões intrínsecas ao ser humano num embate inexorável entre as pulsões selvagens e o condicionamento que seguimos para que exista uma civilização. Livro que mostra como a construção da nossa sociedade nos impõe modelos a serem seguidos, uniformizando o ser humano diante da imensidão da sua diversidade e dos seus desejos. Texto imprescindível, nos deixa com muitos questionamentos fascinantes e perigosos. Após este, você pode ler

A felicidade, desesperadamente, André Comte-Sponville

Trata-se de um convite à ação, a uma atitude mais corajosa na vida. Não basta querer a felicidade, deve-se viver, agir mais ao invés de se pensar sobre fórmulas enganosas que visam trazer uma felicidade grosseira e supérflua. Através dos ensinamentos de grandes filósofos, podemos apreender diversas questões acerca deste tema, constatando que não existe receita para este sentimento a não ser a busca pela vida em toda a sua magnitude.

To be continued...


Mariana Silveira

"Uma tarde é suficiente para ficar louco ou ir ao Museu ver Bosch" Roberto Piva (Piazza I).
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