drynotes

O olhar de fora que observa e anota.

Gabriel Kato

Músico frustrado e administrador insatisfeito.
Tenta correr atrás das coisas que fazem bem.
Observa, reflete e escreve.

A geração da contracapa

Ter fácil acesso a informação não significa ter informação de qualidade.
Vivemos um momento onde sabemos sobre tudo e sobre nada ao mesmo tempo.


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Estamos em uma época onde todo tipo de informação é de fácil acesso. A globalização já não é novidade e vemos a interação entre Boomers, Xs, Ys e Zs. Hoje em dia as pessoas não conseguem entender o que é viver sem internet, sem informação (correta ou incorreta) na palma da mão.

Para qualquer pergunta, temos em apenas alguns segundos a melhor resposta que o Google pode oferecer. No entanto, será que a pessoa que respondeu à sua pergunta realmente leu a resposta que encontrou ou apenas copiou o link e te passou? Será que aquela pessoa que compartilha aquela matéria de 5 páginas sobre a corrupção no Brasil realmente leu tudo ou apenas leu o título?

As informações correm o mundo em uma velocidade absurda. Com a internet quebramos a barreira da distância e do tempo. Temos acesso ao que está acontecendo em todo o mundo e ao que aconteceu há anos. Na internet tudo é rápido e imortalizado.

Contudo, muitas vezes é difícil digerir todas as informações que aparecem na time line. Sendo assim, não é raro encontrar pessoas que leem apenas o titulo da matéria e já se sentem aptas para um debate em uma mesa redonda.

Estamos sendo constantemente bombardeados com informações e sentimos que não temos tempo para ter profundidade no assunto, então nos contentamos com a superficialidade.

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O problema da superficialidade é tomá-la como suficiente e acreditar que aprendeu exatamente tudo o que havia nas 5 páginas, apenas lendo o título. É como entrar na livraria, ler a contracapa de um livro sobre Direito e logo montar um escritório de advocacia.

Pior ainda é ler algum título qualquer de site sensacionalista, sem se dar o trabalho de checar se a informação é mesmo verdadeira. E ainda tentar convencer os outros de que realmente é possível fazer diamantes da urina de um cachorro caolho.

Talvez o que realmente me incomoda não seja a superficialidade em si, mas sim a propriedade que as pessoas acham que tem para falar sobre um assunto que nem mesmo elas sabem.

Vamos ter mais paciência para a leitura e para o aprendizado. Vamos sentar e consumir realmente alguma informação. O importante é ter profundidade e não uma abrangência superficial.

E se você leu tudo: não, não é possível fazer diamantes da urina de um cachorro caolho.


Gabriel Kato

Músico frustrado e administrador insatisfeito. Tenta correr atrás das coisas que fazem bem. Observa, reflete e escreve..
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