e a vida o que é diga lá meu irmão

Pensamentos transformados em palavras

Júlia Scheibel

Mãe do João, publicitária, poetisa mestre em comunicação. Atua em comunicação organizacional. Conheça mais em: www.juliascheibel.com.br

Ano novo, novos ciclos

Quando um ano se inicia e todas as energias do novo se voltam para você, o que você sente? Está preparado?


Quando um ano se inicia e todas as energias do novo se voltam para você, o que você sente? Está preparado?

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Quando um ano se inicia e todas as energias do novo se voltam para você, o que sente? Está preparado?

E quanto de luz está aportando e levando a outrem?

Somos nós que bombeamos a energia vital que temos.

Conectados ao Todo e ao universo, que possui seu próprio ciclo, somos envoltos em processos internos e ciclos que se fecham, prontos para embarcarmos em novos mares, novos barcos, novos eus.

E que esse novo eu – não tomado de tanta estrutura egóica – possa se consolidar com o seu SER e que, juntos ao demais transeuntes, saibamos que nada permanece, nada fica.

Nada estanca no nosso elo com o Todo.

O que pura e indescritivelmente ressoa por onde passamos é como a beleza de um sopro, de um vento, de um Divino interno e eterno, que perpassa os nossos calos, o nosso calor, o nosso ardor.

Ele soa, ressoa, sopra, dignifica nosso viver para elevarmos ao maior patamar que pudermos.

Não necessariamente cada ato nosso é de evolução.

Nossa! Quão fofa ela se tornou. Não, mesmo.

É muito mais uma consciência das nossas sombras vividas, vívidas, que integramos em nosso humano divino.

Sem luzes e brilhos esperados, muitas vezes a evolução passa pelo carnaval. Pelo carnal.

Que não é Karnal. Filosofal. É totalmente experimental.

E nessa de, pouco a pouco, provarmos, degustarmos, experimentamos. E assim, sabemos os gostos e sabores que queremos.

E o tal de aprender com o exemplo…. Eu bem que tento.

Mas, é quando vivencio amor, ardor, luto, caminho, bifurcação, que eu consigo escolher o meu Divino interno. Vou me construindo e lapidando a minha mestria de vida.

Meu corpo parece que, por vezes, me limita. Tamanha é a vontade do viver!

Transcendo.

Então, quando vou acalentando minha vontade de viver com minhas histórias de vida, divinas, de mãe Maria e Madalenas, e na lista de experiências que eu mesma desejei, que eu cheguei, que me levou, que eu fui, que eu me perdi, retornei, vivi, que eu realizei. Vejo o tanto que nós, mulheres, merecemos.

Aporto, não mais um barco em um cais, e sim um marujo vivido.

Que, mesmo na mais simples sintonia com o mar, sabe que ele não é só o barco, não é “solamente” o mar, não é nem somente um homem para poder ser pescador. É o todo desses elementos. É esse todo junto.

E com as experiências, entendendo os limites do barco, encontrando a magnificência de ser humano e um pouco mais de consciência da amplitude que é acima, abaixo e todo o esplendor de navegar nesse mar… Da vida. Dá vida.

Marujo, barco, mar… E as histórias dessa vida.

Feliz ano novo.


Júlia Scheibel

Mãe do João, publicitária, poetisa mestre em comunicação. Atua em comunicação organizacional. Conheça mais em: www.juliascheibel.com.br .
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