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Daqui, por aqui, até lá

Eduardo Almeida

Professor apaixonado por educação e historiador em formação, louco e apaixonado pela história das coisas. Viajante até das ideias fantasiosas. Escrevo sobre tudo, desde amor até política. Sou humano da forma mais humana possível.

A globalização da utopia

Todos os dias milhares de pessoas veem sua sobrevivência minada, seu sonho de libertação e de viver num lugar melhor simplesmente apagado por decisões políticas segregacionistas. O mundo vive definitivamente a sua pior crise humanitária.


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Não seria surpresa apresentar ao mundo a quantidade de pessoas que se movimentam em busca de sobrevivência digna, sem guerra e sem problemas. A migração tem sido o tema recorrente na mídia atualmente, haja vista pelo modo como os grandes países têm tratado esse assunto, muitas vezes esquecendo o fato de que não existem fronteiras para a existência humana.

O mundo foi concebido sem fronteiras naturais que definissem bem o papel de cada sociedade, porém, as barreiras culturais e étnicas, definitivamente, são o que atrapalham o desenvolvimento de um mundo, de facto, globalizado. Globaliza-se o capital, globaliza-se costumes e vícios, mas nunca direitos.

Não podemos tratar de direitos humanos sem esquecer que quando se trata de sobrevivência, não existem fronteiras, não existem limites. É um apelo ambíguo de que, pela opção de viverem melhor, pessoas morrem, mutilam ou perdem seus entes queridos, por uma guerra que não se atem a limites, fronteiras, costumes ou culturas. O grande questionamento é: se não há limites quanto à utilização da força bruta, porque existem limites quando o assunto é salvar seres humanos que não pediram aquela guerra?

A ideia que pregamos muito nos parece utópica, quando tentamos projetar uma sociedade na qual todos coexistam em paz, sem problemas religiosos, étnicos, sociais e afins. Mas não seria a utopia a razão pela qual ainda sonhamos? A razão pela qual milhares de imigrantes tentam atravessar fronteiras de forma precária e perigosa? Não seria a utopia a motivação de ainda existir vontade de viver, mesmo num mundo onde a morte te espera na esquina de sua casa?

Ainda não defenderemos de forma muito assídua o derrube de fronteiras mundo afora. Ainda não poderemos cobrar de nossos líderes a contraposição a uma política que exclui pessoas pela cor da pele ou idioma que fala ou fé que professa. Por hora.

O limite imposto por aqueles que inventaram os limites, não poderão continuar sendo a regra para a convivência pacífica que eles mesmos interromperam. Sejam refugiados da guerra-civil da Síria, sejam africanos que fogem de conflitos, ou ainda haitianos que precisam de dignidade. Todos são, antes de serem sírios, ruandeses ou haitianos, cidadãos do mundo.

#dontkilltheirlives #survivalitsahumanright


Eduardo Almeida

Professor apaixonado por educação e historiador em formação, louco e apaixonado pela história das coisas. Viajante até das ideias fantasiosas. Escrevo sobre tudo, desde amor até política. Sou humano da forma mais humana possível..
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