eduall

Daqui, por aqui, até lá

Eduardo Almeida

Professor apaixonado por educação e historiador em formação, louco e apaixonado pela história das coisas. Viajante até das ideias fantasiosas. Escrevo sobre tudo, desde amor até política. Sou humano da forma mais humana possível.

A vida muda, você muda junto?

Quantas reviravoltas você já aguentou na sua vida e achou que era hora de parar? E se o mundo girasse mais rápido e você não soubesse que quem deveria andar mais devagar era você? E se tudo que era um dia, agora já não é? A vida não te dá as respostas, se você espera isso nesse texto, não clique, mas se você quiser ler uma boa história, já sabe.


9d8f281635632ba72af96ce934a8cac1.jpg

Escrevo muito sobre vida, essa palavra que pode ser qualquer coisa, de qualquer um, até mesmo sem ser animada. Ousaria dizer que, vida que é boa, é aquela que te faz sentir vivo, que te deixa animado ou que te faz querer parar. Essa constante em movimento é o que faz ter graça o caminho até o fim.

A vida te deixa sem esperanças e ao mesmo tempo ela te dá, como quem termina um relacionamento de anos e depois de três meses descobre o amor da sua vida, sem nem ter que mudar de estado, fazer uma tatuagem com filtro dos sonhos ou mesmo por um piercing na língua, só clicar num nome e rever tudo o que você estava perdendo.

A mesma vida que deixa sem escolhas e te faz acordar com o cabelo mais louco (que o batman), fora dos padrões e de tudo que você já quis pra você. Você não precisou aposentar a chapinha, fazer revolução e virar militante do movimento negro, mas acredite, a vida te deu a chance de mudar seu visual por você mesmo.

A mesma vida que te fez esperar por oito meses um AllStar ou ainda, te deu todas as peças de roupa do look da vitrine das melhores lojas, te deu os melhores sapatos ou te levou a cada lugar, num mesmo final de semana, é a mesma vida que te deixou sem dinheiro para pagar, inclusive a CARÍSSIMA passagem do ônibus e te obrigou a procurar emprego, a pechinchar os preços e a trocar sapatos por grupos da internet. Essa vida que te deu o privilégio de ser filha única, em seguida de poder ter uma irmã mais nova para fazer o que você não queria, logo depois te dar uma segunda e já te dar uma terceira na sequência, é a mesma vida que te fez proteger a irmã mais nova, te fez apaixonar pela segunda e sentir ciúmes mortais da terceira.

A única coisa que resta é a esperança. Paciência para acreditar que, felicidade mesmo, não é ter o melhor cabelo, viajar para a Europa duas vezes ao ano, menos ainda ser o queridinho do papai. Ser feliz é acordar todos os dias pela manhã (ou tarde) e ter a certeza de que: você tem forças para viver um pouco mais.

O recomeço é o que mais importa. Você já se deu o direito de recomeçar hoje?

Esse texto é dedicado ao meu grande amor, Ana (amo-te), mas quantas Anas não precisam de um reforço sobre o assunto mais difícil do mundo: a vida?


Eduardo Almeida

Professor apaixonado por educação e historiador em formação, louco e apaixonado pela história das coisas. Viajante até das ideias fantasiosas. Escrevo sobre tudo, desde amor até política. Sou humano da forma mais humana possível..
Saiba como escrever na obvious.
version 1/s/recortes// //Eduardo Almeida