Renan Bini

Renan Bini é mestrando em Letras-Linguagem e Sociedade; graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo; Acadêmico do curso de Letras - Português/Italiano e suas respectivas literaturas; Discente do MBA em Gestão de Marketing, Propaganda e Vendas; Cofundador da Revista Eduque e Assessor na Universidade Estadual do Oeste do Paraná.

Amplie seus conhecimentos sem sair de casa!

A modalidade EAD tornou-se um instrumento de democratização do ensino. Considerando a formação continuada, por exemplo, a modalidade possibilita que profissionais continuem se aperfeiçoando sem precisar sair de casa!


EAD

A opção de estudar em casa atrai cada vez mais brasileiros. Considerando suas potencialidades, a modalidade EAD (Ensino à Distância), possibilita o vencimento de barreiras como o tempo e o espaço, e, consequentemente, desponta-se como instrumento de democratização do ensino e de amenização das discrepâncias sociais.

Ao contrário do que ocorria em um passado recente, em cursos por correspondência ou, posteriormente, por as gravações audiovisuais, a educação à distância, no Brasil, não pode mais ser considerada de baixa qualidade. A interatividade trazida pela internet possibilita que as dúvidas em relação ao conteúdo sejam esclarecidas instantaneamente, seja por meio de fóruns, ou por uma equipe de tutores.

De acordo com o professor e diretor da Unicesumar Cascavel, Wanderley Kendrick, a modalidade EAD, em sua instituição, “é uma metodologia que se caracteriza pela aula que é transmitida a partir de um estúdio, onde o professor desenvolve o conteúdo sem se preocupar com disciplina, sem se preocupar em fazer chamada, e sem se preocupar inclusive em responder ao aluno. Mesmo sendo aula ao vivo, online, via internet, o aluno faz as perguntas, e quantas desejar. Não é o professor orador que vai responder o aluno, pois há uma equipe de mediadores que emitem a resposta aos alunos via e-mail”, relata.

Segundo o professor e responsável pela modalidade na Univel, Cezar Versa, a perspectiva hoje de se usar a tecnologia para que o conhecimento seja transmitido de forma mais eficaz, ou seja, proporcionar que as pessoas possam ter acesso a esse conhecimento rapidamente, centraliza, praticamente, a grande importância do ensino à distância para a formação continuada: “Imagine você, que um professor pode gravar um vídeo, e mais de mil pessoas podem assistir esse vídeo, porque ele está disponibilizado na internet, então eu posso chegar a grupos que precisam de formação continuada de um modo muito mais eficaz”, afirma.

EAD 2

Apesar do preconceito, de acordo com dados do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), em alguns cursos de nível superior, os acadêmicos da modalidade EAD obtiveram até 6,7 pontos a mais do que os matriculados no ensino tradicional. A professora da Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), pós-doutora em Engenharia e Gestão do Conhecimento, e coordenadora do programa EAD Unioeste, Beatriz Helena Dal Molin, afirma que o preconceito em relação à modalidade deriva-se em seu recente desenvolvimento: “Eu acho que até de certa forma, algumas pessoas podem até acreditar que falta um pouco de qualidade na EAD, mas deixe a gente fazer 500 anos da modalidade EAD, como a gente fez de ensino presencial, para vocês verem uma coisa! Eu acho que tudo o que está no começo tem o seu tempo de experimentação, tem o seu tempo de ajustes. Não acho que devemos dizer que esta seja melhor que aquela e que a educação à distância tenha a menor qualidade... Existem cursos presenciais que também são de péssima qualidade!”, afirma.

Para o professor Wanderley, quem não conhece o ensino à distância é normal ter um preconceito: “tem muita gente que tem ainda. Eu encontro professores catedráticos que tem esse preconceito, que eu não tive absolutamente em momento algum. Quando eu soube que estávamos implantando educação à distância no país, eu acreditei na ideia e tenho comprovado que, quanto à qualidade, se não é superior, não deixa nada a desejar comparando com o ensino presencial”, relata.

O advento da internet criou um cenário totalmente novo para a educação à distância. Hoje, as possibilidades são mais amplas e pode-se fazer um curso à distância praticamente nos mesmos moldes dos presenciais: com os estudantes assistindo as aulas pela internet, exibição dos conteúdos em tempo real e avaliações feitas pela rede ou em um pólo presencial.

Para o acadêmico na modalidade EAD, Endrey Theodoro, “a faculdade presencial exige o empenho de você ter de se deslocar do seu trabalho todos os dias, para daí você ir à faculdade, estudar e depois ter de retornar para a sua residência, meia noite, ou às vezes, até depois, dependendo da pessoa. Isso acaba gerando um cansaço”, relata.

A professora do curso de Jornalismo da Univel, Letícia Garcia, concorda com os benefícios e viu na modalidade EAD a possibilidade de investir em sua formação e ampliar seu campo de conhecimento: “A logística de estar preso em sala de aula por quatro horas dificultava a minha vida. Eu já havia começado Letras na Unioeste, lá o curso é de manhã e eu não tinha com quem deixar o meu filho. Tranquei o curso quando ele nasceu e depois de um tempo vi na EAD a única possibilidade de eu voltar a fazer o curso. A flexibilidade de horário é a grande vantagem da EAD”, opina.

Não se constrói uma educação desenvolvida sem ensino de qualidade. Em países continentais como o Brasil, a educação à distância é uma possibilidade interessante para ampliar o potencial de acesso dos brasileiros às universidades, especialmente em estados e municípios com maior dificuldade de mobilidade para estudantes. É o que afirma a professora Beatriz: “O ensino à distância é uma modalidade que, além de ser condizente com o espírito do século XXI, que é um espírito onde a tecnologia tem que estar mais presente para somar e agregar valores ao conhecimento. Ela permite que pessoas que não tem acesso ao ensino superior regular presente em suas cidades possam ter conhecimento e serem pessoas que depois irão postular melhores posições na sociedade e melhores empregos”, afirma.

Investimento

De acordo com o professor Wanderley, considerando instituições privadas de ensino, o custo de um curso de educação à distância, em relação ao curso presencial, chega a ser até um terço: “É um custo que permite que cada brasileiro, mesmo em períodos de crise, como o que estamos vivendo, possa realizar um curso de nível superior. Vai mudar a cara da educação desse país em poucos anos em função disso”, relata.

Haverá uma substituição?

Para o professor Cezar não. “Possivelmente não uma substituição completa. O que haverá é uma mudança de panorama. Não falamos em uma substituição, mas em uma tendência de que o ensino à distância cresça e se torne uma referência para o próprio ensino presencial”, comenta.

Quem concorda com a opinião é a professora Letícia: “Eu acho que substituir não. Pode ser que ela ganhe mais espaço nos próximos anos, mas eu não acredito que uma modalidade substitua a outra, porque cada pessoa tem uma condição, cada pessoa tem uma necessidade, uma perspectiva, uma projeção em relação à educação”, afirma.

Já a professora Beatriz acredita que a substituição possa acontecer, porém, não agora: “Acho que vai levar muitos anos para que exista só a modalidade à distância. Eu acredito que vai haver, por conta da presença mais massiva da educação à distância, aulas bem diferenciadas, não aulas nos moldes do século XX, mas acredito que os dois podem conviver e existir”, relata.

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Renan Bini

Renan Bini é mestrando em Letras-Linguagem e Sociedade; graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo; Acadêmico do curso de Letras - Português/Italiano e suas respectivas literaturas; Discente do MBA em Gestão de Marketing, Propaganda e Vendas; Cofundador da Revista Eduque e Assessor na Universidade Estadual do Oeste do Paraná..
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