Renan Bini

Renan Bini é mestrando em Letras-Linguagem e Sociedade; graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo; Acadêmico do curso de Letras - Português/Italiano e suas respectivas literaturas; Discente do MBA em Gestão de Marketing, Propaganda e Vendas; Cofundador da Revista Eduque e Assessor na Universidade Estadual do Oeste do Paraná.

O erro da autoajuda está no essencialismo da forma

A autoajuda pressupõe que todos os seres humanos sejam iguais e que todas as situações são iguais


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Considerando-nos como sujeitos histórico-ideológicos, porém, singulares e subjetivos a partir da forma como interpretamos e nos relacionamos com o mundo, devemos compreender que não existe um único caminho para a felicidade e nem uma “receita” para construir uma vida positiva.

Ao pressupor um essencialismo de que existe um caminho para a felicidade, além de deixar de lado nossa singularidade, a autoajuda esquece também de nossas progressões. Nossos anseios e nossas aflições se modificam com o passar dos anos, e isso, não apenas devido ao nosso relativismo subjetivo (a partir da transformação do papel social em que ocupamos), mas também devido às modificações do ambiente, dos paradigmas e da cultura que nos cerca e de nosso próprio aparato biológico.

O mundo nos afeta, nos transforma, nos modifica e por isso faz oscilar o que Spinoza denomina como nossa “potência de agir” a partir de fatos raramente decididos por nós na maneira em que ocorrem. Assim, podemos entender a vida, a partir da visão do pensador Clóvis de Barros Filho, como “estar à deriva num universo que em grande medida ignoramos e que se apresenta diante de nós com suas variáveis e suas características sendo que alguns encontros são bons porque nos potencializam e outros são ruins por nos retirarem essência e potência”.

A felicidade está em aproveitar cada momento e em saber lidar com as adversidades de forma ética, mas singular, com o intuito de torna-las em instrumentos de lapidação e de progressão pessoal.

Somos outro a cada segundo e o mundo que nos afeta também. Se houvesse alguma receita de felicidade plural, a tristeza já haveria sido erradicada do planeta, realidade essa demasiadamente utópica.


Renan Bini

Renan Bini é mestrando em Letras-Linguagem e Sociedade; graduado em Comunicação Social com habilitação em Jornalismo; Acadêmico do curso de Letras - Português/Italiano e suas respectivas literaturas; Discente do MBA em Gestão de Marketing, Propaganda e Vendas; Cofundador da Revista Eduque e Assessor na Universidade Estadual do Oeste do Paraná..
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