em cada esquina

Que os acasos insistam em nos encontrar

Marina Zotesso

Psicóloga, bailarina e escorpiana. Definida por ser curiosamente ativa, acredita em destino e em amores impossíveis.

Eu peguei o buquê, e agora?

Não pegue simplesmente buquês ou Pokémons na rua. Pegue mais do que isso, segure com coragem todas as boas oportunidades que a vida lhe trouxer.


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Das maiores batalhas da vida, está a luta pelo buquê de flores que a noiva joga as convidadas no final da cerimônia. Um dos rituais mais esperados em casamentos e repleto de significados, contudo todas as mulheres com o mesmo desejo: Ser a próxima a jogar o buquê!

Existem vários tipos de mulheres por trás do arremesso do buquê: As profissionais, que já pegaram de três a quatro buquês, e sem o sucesso almejado continuam na eterna tentativa; as que namoram há anos, e cujo os namorados estão no fundo do salão rezando para que um vento forte desvie as flores delas; as já separadas, que veem no buquê a esperança de encontrarem um novo crush, e por fim as solteiras livres, leves e desimpedidas que muitas vezes se dividem em duas subcategorias... As que desejam pegá-lo e mudar o futuro, e as que simplesmente estão bêbadas e nem sabem o que de fato está rolando (e acredite, são as que potencialmente tem a maior chance de pegar!).

Independente de qual perfil a mulher seja, ela sempre estará junta as demais, na busca pelas flores, que aparentemente tem um poder mágico segundo a tradição! Contudo, espero que a sorte bata duas vezes a sua porta, pois se você for a escolhida pela força centrípeta do buquê, desejo que tenha um namorado, caso contrário sempre haverá aquela tia bacana no casamento, que em meio a seu momento de felicidade única e exclusiva - que soa com uma ponta de esperança - lhe dirá baixinho no ouvido: “de que adianta pegar o buquê, se nem namorado tem?”. Tia babaca, opss... tia bacana, eu lhe respondo: Adianta pegar o buquê mesmo sem o namorado porque no fundo ele é a representação metafórica do quanto luto por aquilo que quero e acredito, mostrando a você e aos demais, que a competição comigo seja ela de qual âmbito for, é acirrada, pois sou brasileira e não entrego uma batalha de mãos beijadas.

No final das contas, a interpretação da simbologia do buquê está nos olhos de quem a vê, ou melhor, de quem sabe ver.

Aprenda a pegar o buquê não apenas de casamentos, mas lute da mesma forma que uma solteira luta por aquelas flores, para também pegar seus sonhos. E cuidado com as expectativas excessivas, elas podem te sufocar.

Não queira pegar simplesmente buquês ou Pokémons na rua. Pegue mais do que isso, segure com coragem todas as boas oportunidades que a vida lhe trouxer. Lute com garra e determinação sobre todos os obstáculos que a rotina lhe apresentar.

E se por ventura, em um dia inesperado, a sorte bater em sua porta e você for a sortuda e escolhida que pegar um buquê de casamento, que ele te traga a felicidade... seja ela QUAL FOR!

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Marina Zotesso

Psicóloga, bailarina e escorpiana. Definida por ser curiosamente ativa, acredita em destino e em amores impossíveis. .
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