em cada esquina

Que os acasos insistam em nos encontrar

Marina Zotesso

Psicóloga, bailarina e escorpiana. Definida por ser curiosamente ativa, acredita em destino e em amores impossíveis.

Ted Evelyn Mosby, onde está você?

Ted procurou por longas nove temporadas a mãe de seus filhos, e hoje todos nós procuramos pelo Ted.


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Em meio a tantos risos e até mesmo estranhas coincidências, sejam elas de situações ou de semelhanças entre os amigos, a série How I Met Your Mother, traz inúmeras reflexões acerca de determinadas condutas que temos e mantemos, e acima de tudo, como o tempo, recheado de frustrações amorosas, nos leva a conclusões inicialmente tidas como supérfluas.

Interessante é pensar como determinados filmes, séries ou afins quando chegam ao seu final nos mostram de uma forma singela algumas surpreendentes e encantadoras semelhanças com nossa vida. A identificação com determinados personagens mostra, muitas vezes, de uma visão panorâmica, como temos conduzido nossas vidas e nos despertam o interesse e curiosidade de para onde elas estão caminhando a partir de nossos comportamentos e tomadas de decisões.

Cada um tira consigo próprio a melhor conclusão, bem como o ponto de vista que melhor lhe for conveniente. Cada um sabe a dor e a alegria do que se busca, ou do que já se encontrou. E em meio a buscas, desencontros e o grande e esperado final feliz, existe uma trajetória que não é fácil convenhamos, contudo é sem dúvidas repleta de amadurecimento emocional, eternas lembranças e uma esperança inabalável que no dia e local certo encontraremos a nossa felicidade.

Nosso querido e doce Ted, procurou por longas 9 temporadas a mãe de seus filhos. E se uma coisa Ted deixou claro que tinha, era a esperança no amor. E em meio a uma geração onde grande parte acredita que a felicidade se encontra no estilo Barney de ser, faltam tantos Teds, faltam pessoas que procuram o seu grande amor, e acima de tudo que acreditam piamente que ele existe, e não tem medo de frente a frustações amorosas se levantar e continuar a procurar. É certo que a conduta tida ao longo da jornada de Barney sempre será admirável, ele aproveitou a vida, no seu elegante estilo, com grandes amigos e se tornou legendário! Mas para todos, Ted ou Barney, o amor aparece, por bem ou por “mal”. O amor tem dessas coisas engraçadas... uns o procuram tanto, enquanto outros tem a inesperada sorte de um dia na vida, ele simplesmente bater a porta.

Todos os dias eu torço para ter a sorte, de em um dia qualquer, quando começar a chover e eu menos esperar, ser presenteada pelo destino. Todos – e até no estilo Barney de ser e viver- esperam seu “Ted” aparecer, isso eu posso lhe garantir com uma certeza plena. O “Ted” não necessariamente precisa de fato ser o pai ou a mãe de seus filhos, o Ted nesse caso tem papel simbólico de tudo aquilo que inconscientemente esperamos e que está relacionado ao amor e a segurança emocional.

Pode ser que você discorde de minha afirmação e sinceramente não há problema algum com a sua escolha ou com você, mas eu volto a salientar... Um dia... um dia todas as farras não faram mais sentido, um dia você vai querer andar de mãos dadas com alguém para sempre... Um dia você, assim como Ted, vai procurar aquilo que preencha seu vazio e mais do que isso, irá procurar não alguém para te completar, mas para somar em sua vida.

Assim como sempre houve certa curiosidade pelo final da história de Ted, também nos pegamos refletindo sobre nossa própria vida. Alguns amigos casando, outros tendo seus filhos e outros ainda já se divorciando. Mas a pergunta que não quer calar continuará sendo a mesma: E eu?

Eu, você e o Ted temos algo em comum... Se chegamos até o final desse texto, nós acreditamos no final feliz... seja ele qual for!

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Marina Zotesso

Psicóloga, bailarina e escorpiana. Definida por ser curiosamente ativa, acredita em destino e em amores impossíveis. .
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