em construção

A vida acontece no durante

Flávia Bechtinger

A Flávia é formada em Comunicação Social e autora na página Poesia que sorri. Desde pequena, escreve. Escreve para estar presente, para sentir, para ser. Escreve. Busca escolher palavras que ultrapassam o valor das palavras.

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    Ninguém é qualquer um.

    Qual é a sensação de não ser ninguém? Você já sentiu que não era ninguém para alguém? Já sentiu que aquela pessoa simplesmente não via quem estava ali diante dela? Eu já e foi exatamente isso que me inspirou a escrever esse texto.

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    O dia em que sorri para uma estranha e ela não sorriu de volta.

    Você já parou para pensar em como a rejeição pode transformar a nossa vida? E será que nós sabemos o poder que temos de influenciar a vida das pessoas? Um dia ouvi de um professor que o ser humano veio para o mundo para amar e ser amado. Não fez sentido para mim. Não até o dia em que a menina não sorriu de volta para mim.

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    Será que o maior conto de fadas é a nossa vida mesmo?

    A nossa mente é mais criativa do que qualquer autor de história infantil. Ela inventa tanto ou mais do que quem cria todas essas histórias fantásticas. E o único problema disso é não sabermos a diferença entre o que é real e o que é fantasia. E ainda por cima sofrermos quando descobrimos que as fantasias são fantasias de verdade. Tudo de mentira.

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    A frase que mudou a minha vida

    Julguei o livro pela capa mesmo. E ainda bem que topei ler mesmo assim. Por fim, achei o livro legal e a leitura leve, mas o que me impressionou mesmo foi uma frase que quase passa batido por mim: a gente aceita o amor que acha que merece.

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    Eu não sei quem eu sou

    Vivemos em uma época em que falamos muito sobre nós mesmos. A impressão que fica é a de que temos tão pouco tempo para nos dedicar a qualquer coisa que não seja ligada à produtividade, que temos que nos resumir para que o outro, que também tem pouco tempo, consiga nos entender mais facilmente. E aí corremos para nos colocar em caixinhas. Falamos sobre o que gostamos de fazer, sobre o que fazemos, sobre o que somos, sobre o que conquistamos, sobre que tipo de música gostamos de ouvir. Falamos, falamos, falamos. Tem uma hora que a busca pelas certezas e pelo o que nos define fica tão intensa que passamos a ter medo de qualquer tipo de dúvida que possa a aparecer na nossa cabeça.

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    Me desculpe, eu ainda não sei bem o que é o amor

    Eu ainda não sei amar. Talvez seja tarde para falar isso, eu sei. É que só agora eu consegui perceber que eu realmente não sei o que é o amor. Deixei passar muito tempo. Deixei passar você.
    Me desculpe por tudo o que eu fiz. Queria me sentir amada, mas eu ainda não entendia que amor não acontece de um lado só. Como eu poderia esperar amor quando tudo o que eu dava era bem diferente disso? Eu só queria ser amada e não soube amar.

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    Viver deveria ser como escrever um bilhete no papel de pão

    Escrever no papel de pão porque não encontrou um papel melhor é improvisar. E viver no improviso é aprender a ser feliz. É continuar buscando, independente do que acontece. Rir quando a chuva cai e você percebe que saiu de casa com a roupa branca, beber suco de laranja quando a água acabou, receber bilhete em um guardanapo quando o garçom demora demais para trazer um papel lá de dentro ou ir ao cinema enquanto espera o chaveiro para abrir sua casa, já que você não sabe onde deixou as chaves. Isso é improviso. Isso é mais do que aprender a jogar com as cartas que tem; é aprender a criar novas cartas quando as suas já não fazem mais o jogo avançar.

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    Quando foi que aprendemos a achar bonito falar que o amor é feio?

    Eu não sei quando virou moda falar mal do amor. Você sabe? Quando começou a ser bonito falar que não sente, que inteligente é aquele que aprendeu a não deixar o coração falar mais alto. Quando passou a ser vantagem rir de quem ama. Vejo pessoas tristes que querem amar, mas parecem não saber mais como.

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    O que Manoel de Barros me ensinou sobre o nada

    Manoel de Barros fala de despropósitos, do que talvez não faça muito sentido para muita gente. A mensagem parece ser sempre que não existe resposta certa, que o certo é buscar o que te faz bem. A mensagem parece ser sempre a mesma: olhar para a vida com olhos de quem está descobrindo. Olhar a vida como se a gente não soubesse de nada ainda.

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    Eu quero um amor passageiro

    Amor passageiro não cobra passagem. Ele vem e vai, sem garantias. Quero assim. Ninguém promete nada; ninguém cobra nada. Aliás, tem uma coisa que a gente promete sim: promete que vai ser intenso e vivido com cada parte de nós. Gosto dessa coisa de viver o agora, de estar presente, de estar aqui.

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    Alguém não querer estar ao seu lado deveria ser suficiente para você não querer também

    O que nos faz querer estar com alguém que não quer estar conosco?
    Esses dias eu li que não receber mensagem também é uma mensagem. Só que, muitas vezes, ouvir o que não está sendo dito, perceber o que está nas entrelinhas é bem difícil. Ou a gente prefere não perceber mesmo. Muitas vezes é tão óbvio que, se fosse dito, o mundo todo poderia ouvir, mas é normal a gente preferir se apegar apenas ao que queremos e às projeções e histórias que a nossa cabeça inventa. Talvez seja mais fácil viver num mundo encantado do que acordar para a vida e para o fato de que aquela pessoa simplesmente não quer estar ao seu lado.

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    Sobre não entender nada do que está acontecendo

    Um dia eu acordei e não entendi nada. Tudo parecia estar no lugar, só eu que não. Era a minha vida, mas parecia que a que tinha escolhido aquela vida não era mais a pessoa que estava acordando naquele dia. Levantei, fiz tudo como eu sempre fazia: escovei os dentes e blá blá blá. Ao me olhar no espelho, me via igual, mas diferente. Tive medo e pensei que devia ser mais uma das minhas ideias malucas.

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    O amor é uma gaivota, e não é de papel

    É difícil definir o amor. Não tem cheiro, sabor, forma e nunca conheci alguém que tivesse conseguido pegá-lo. Talvez a graça toda esteja aí, inclusive. O que se define se conclui e há sempre tanto mais para se descobrir.

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    O que o filme Labirinto e o duende fazendo xixi me ensinaram sobre a vida

    Depois de um tempo, aprendemos que a magia da vida está no que é de verdade, no que é autêntico. Aprendemos a ver valor no que é comum e que já está aqui. Bonecas de plástico são lindas, mas ficam mais lindas ainda dentro das caixas. Outra coisa que aprendemos é que se buscarmos apenas o que é perfeito, deixamos de aproveitar o mais maravilhoso da vida, que são as coisas imperfeitas e reais. Aquelas mesmo: as únicas capazes de preencher nosso coração de verdade.

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    Não aceito mais que façam a entrega no endereço errado

    O controle e a rigidez para sermos quem achamos que querem que sejamos nos impede de sorrir sem jeito, espirrar no meio da rua, rir de nós mesmo, com vontade, dançar na chuva, beijar sem intenção, dizer o quanto amamos, cumprimentar um estranho despretensiosamente, comer manga do pé, fazer o que dá na telha mesmo. E só nós podemos mudar isso. Até porque nunca vamos saber realmente o que esperam de nós. E ainda que saibamos, o que isso importa? O que importa se tudo isso só nos afasta mais de quem somos?

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