em construção

A vida acontece no durante

Flávia Bechtinger

A Flávia é formada em Comunicação Social e autora na página Poesia que sorri. Desde pequena, escreve. Escreve para estar presente, para sentir, para ser. Escreve. Busca escolher palavras que ultrapassam o valor das palavras.

Amar é um ato de amor (e de coragem também)

Por que eu digo que ele é um ato de coragem? Porque é um mergulho no desconhecido. O outro é sempre um mundo novo que chega no nosso mundo e pode causar muitas mudanças. Como a gente gosta de se proteger do que não conhece, é comum a gente não querer deixar ele acontecer. Um monte de partes dentro da gente inventa mil desculpas para manter aquela história longe da gente. É bom amar, mas pode causar tanta dor que eu prefiro deixar isso longe de mim.
Por isso, eu repito, amar é um ato de coragem. E o maior ato de amor que existe porque você abre mão da segurança para viver uma aventura que pode trazer algumas sensações desagradáveis, mas que pode fazer você viver momentos infinitos que só o amor é capaz de proporcionar.


É um desafio amar porque amar é deixar o controle sobre tudo e deixar ser; você e o outro, juntos.
Sabe tudo o que desenhou? Tudo o que planejou? Tudo o que considera ideal? Para o amor existir, você precisa deixar isso de lado.

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Rótulos, padrões, expectativas, garantias. Nada disso existe quando existe amor de verdade.
Amar é um ato de amor porque você olha para o outro e dá espaço para ele existir. Ele sempre vai ter um pouco de você, mas primeiro dele. Ele é ele e você é você. Duas existências que resolveram ficar perto, sei lá porque.
Amor, inclusive, devia ser um verbo porque você só entende o que ele significa quando você sente, quando você vive. Quando deixa que ele te atravesse. Aliás, deveria ser um verbo intransitivo porque a gente não escolhe muito amar. A gente até intenciona, mas é ele que nos escolhe. Em geral, quando você tá distraído olhando para o outro lado. O amor acontece, chega e fim. Início de alguma coisa.

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É estranho porque o amor pode surgir como algo que você não reconhece. Pode demorar para perceber que é amor porque o que imaginou para a vida é bem diferente do que a vida te apresentou. Cabelo esquisito, voz estranha, hábitos incompatíveis, motivos para não fazer sentido. A mente logo encaixa na caixinha do que não serve porque sai do roteiro e é mais fácil descartar do que aceitar o desafio. Mas sinto informar que o amor é assim: ele não faz sentido. Ele é o que der vontade na hora. E ele se transforma para aceitar os novos encontros e os novos desafios. Ele é a vontade de ficar perto que a gente não explica e não entende.

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Ele nos leva para onde a gente mais tem que ir. Ele ensina, aprende, nos torna mais.
Por que eu digo que ele é um ato de coragem? Porque é um mergulho no desconhecido. O outro é sempre um mundo novo que chega no nosso mundo e pode causar muitas mudanças. Como a gente gosta de se proteger do que não conhece, é comum a gente não querer deixar ele acontecer. Um monte de partes dentro da gente inventa mil desculpas para manter aquela história longe da gente. É bom amar, mas pode causar tanta dor que eu prefiro deixar isso longe de mim.
Por isso, eu repito, amar é um ato de coragem. E o maior ato de amor que existe porque você abre mão da segurança para viver uma aventura que pode trazer algumas sensações desagradáveis, mas que pode fazer você viver momentos infinitos que só o amor é capaz de proporcionar.
Sempre digo que o amor faz 1 mais 1 ser igual a 3 porque quando duas pessoas se encontram e resolvem caminhar juntas, existe uma, a outra e a relação...três existências que agora caminham juntas, sentem juntas e se transformam juntas. Três histórias, três mundos e uma vida pela frente.
O amor é da forma que a gente quiser. Tem sabor e textura macia. Seu som é o silêncio e, quanto maior ele for, maior sua vibração.

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O amor revela, descobre, encontra, busca, acontece.
E, quando acontece, a gente não se lembra direito do início da história.


Flávia Bechtinger

A Flávia é formada em Comunicação Social e autora na página Poesia que sorri. Desde pequena, escreve. Escreve para estar presente, para sentir, para ser. Escreve. Busca escolher palavras que ultrapassam o valor das palavras..
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