ensaio sobre o mundo

Divagações sobre o mundo e a sociedade em que vivemos e em que vamos viver

Marcello Caetano

Marcello Caetano é meio Serrano e meio Carioca, Publicitário, Meia Maratonista e Pós-Graduado em Marketing Digital. Acha que antes de morrer você precisa correr uma maratona, ouvir Coltrane, ler Bauman, fazer um mochilão para um país esquisito. Tudo isso bebendo cerveja!

China toma a frente na corrida digital

A China vem tomando lugar de destaque na corrida pelo protagonismo da transformação digital que irá ocorrer nas próximas décadas


A China caminha a passos largos para se tornar a principal economia mundial. Segundo estudos da HSBC Holdings Plc, isso irá acontecer daqui a 11 anos, em 2030. Porém, a segunda maior economia do mundo já lidera inúmeros mercados importantes, como o consumo no varejo e vem se tornando um dos principais países inovadores do mundo. Você não sabia disso?

Isso ocorre principalmente pelo fato da economia chinesa ainda não ser totalmente aberta para o resto do mundo e pelo fato de ter um grande mercado consumidor interno, o que faz muitas empresas investirem mais no mercado interno do que no externo. Como exemplo, temos o superaplicativo WeChat, que já é utilizado por mais de 1 bilhão de usuários ativos no país, que consomem cerca de 70 minutos do seu dia logados no aplicativo, que conecta essas pessoas a outros mais de 10 milhões de aplicativos que oferecem suas soluções dentro do Wechat.

Apesar disso, algumas empresas estão conseguindo extrapolar as fronteiras do mercado chinês e explorar o mundo, como é o caso do estrondoso sucesso do Tik Tok, a rede social de vídeos curtos que já se tornou um dos três aplicativos mais baixados do mundo em 2019. O sucesso é tão grande, que várias empresas já começaram a olhar para ele, sendo inclusive listado como conhecimentos requisitados para contratação de gestores de mídias sociais.

Ainda no mercado digital, os chineses também vêm chamando atenção no desenvolvimento de tecnologias de Inteligência Artificial. Segundo Kai-Fu Lee, autor de AI Superpowers: China, Silicon Valley and the new world order, o país oriental conseguiu ultrapassar os Estados Unidos nessa corrida tecnológica e provavelmente irá pautar a discussão mundial sobre o assunto. Principalmente por um fato primordial que será impossível de ser alcançado pelos Estados Unidos nas próximas décadas: o volume de dados.

Com uma população de 1,3 bilhões de pessoas, a China tem quatro vezes mais pessoas gerando dados para treinar e desenvolver sua inteligência artificial em comparação aos Estados Unidos. Se das últimas décadas até o momento atual, a nossa tecnologia e inovação foi pautada pelo Vale do Silício, temos a certeza que as próximas aplicações virão do oriente.

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Marcello Caetano

Marcello Caetano é meio Serrano e meio Carioca, Publicitário, Meia Maratonista e Pós-Graduado em Marketing Digital. Acha que antes de morrer você precisa correr uma maratona, ouvir Coltrane, ler Bauman, fazer um mochilão para um país esquisito. Tudo isso bebendo cerveja!.
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