entre inquietações

Sem a tranquilidade da acomodação

Bia Lopes

Autora do blog Conversa de Gente Fina e do Livro Incondicional. Publicitária e escorpiana, não necessariamente nessa ordem. Coleciono paixões, as maiores delas pela escrita, música e cinema. Inquieta por natureza e sonhadora incorrigível. De passagem por este mundo, tentando, aprendendo, vivendo.

Despedida: chegou a hora. E agora?

A vida nos pega de surpresa, não importa quantos planos façamos nem o quanto queiramos isso ou aquilo, as coisas acontecerão quase sempre diferentes do que poderíamos imaginar. O pneu fura na estrada deserta ou em meio ao caos do trânsito, aquele funcionário que parecia essencial foi demitido quando você menos esperava e o namoro, quem diria, fazíamos planos até mesmo de casar, acabou.


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A vida é uma eterna transição. Precisamos estar preparados para nos despedir, seja da turma da escola, com quem vínhamos estudando desde o pré-escolar, seja daquele amigo que mora na vizinhança e precisou se mudar e até de alguns familiares que decidiram ir embora. Seja como for, precisamos estar preparados e aprender que por mais importante que seja esta ou aquela pessoa, mais cedo ou mais tarde haverá uma despedida. E a parte mais difícil é que às vezes a gente precisa se despedir para sempre.

A questão é que às vezes somos nós quem vamos embora. Mudamos de casa, de cidade, de trabalho, saímos de um relacionamento, de uma fase, de uma situação. Porém, nem sempre nos sentimos prontos para determinada mudança. Aí é que está – a vida nos pega de surpresa, não importa quantos planos façamos nem o quanto queiramos isso ou aquilo, as coisas acontecerão quase sempre diferente do que poderíamos imaginar. O pneu fura na estrada deserta ou em meio ao caos do trânsito, aquele funcionário que parecia essencial foi demitido quando você menos esperava e o namoro, quem diria, fazíamos planos até mesmo de casar, acabou.

Não temos controle sobre a nossa própria vida, quiçá sobre a dos outros. A vida segue, o mundo gira e os fatos nos surpreendem. Quem amava ontem hoje diz não querer mais, o açude que ontem transbordava hoje está seco e aquela viagem, tão sonhada, tão planejada, precisou ficar para trás. Mas, e você, como lida com tudo isso? As mudanças acontecerão sempre, a gente querendo ou não. O fato é que se apegar ao que passou ou ficar se lamentando pelo que deveria ter sido não muda as circunstâncias e ainda atrapalha a sua evolução. É claro que a gente sofre, fica triste, resiste até, mas chega um momento em que é preciso saltar desse trampolim e mergulhar de cabeça no que a vida está nos oferecendo.

Eu sei que é duro deixar algumas coisas para trás, mas e se a gente começar a pensar nas mil possibilidades que o futuro nos reserva? E são tantas! Novos amigos, novas viagens, novas fases, novos amores... E a renovação de nós mesmos. Sim, porque quando passamos por transições relevantes, acabamos por mudar também. Faz parte do nosso crescimento. E crescemos muito mais quando entendemos que os amigos de verdade nunca vão embora pra valer e que a família, mesmo longe, estará sempre perto de você. A gente pode até se despedir, mas as coisas não acabam por aqui. O novo não elimina o velho. O passado não precisa ser motivo de dor se durante a sua vida você aprendeu a cultivar o amor. Pense nisso e se despeça do que não vale a pena. O que ficar você transforma em poema.


Bia Lopes

Autora do blog Conversa de Gente Fina e do Livro Incondicional. Publicitária e escorpiana, não necessariamente nessa ordem. Coleciono paixões, as maiores delas pela escrita, música e cinema. Inquieta por natureza e sonhadora incorrigível. De passagem por este mundo, tentando, aprendendo, vivendo..
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