entre inquietações

Sem a tranquilidade da acomodação

Bia Lopes

Autora do blog Conversa de Gente Fina e do Livro Incondicional. Publicitária e escorpiana, não necessariamente nessa ordem. Coleciono paixões, as maiores delas pela escrita, música e cinema. Inquieta por natureza e sonhadora incorrigível. De passagem por este mundo, tentando, aprendendo, vivendo.

Vítima ou vencedor: qual o seu papel na vida?

Você pode escolher entre reclamar ou enfrentar, desistir ou construir uma grande história. A vida não vai passar a mão na sua cabeça e aliviar as coisas apenas porque você acha que é menos capaz do que os outros, porque não, você não é. Tudo é apenas uma questão de como você se enxerga e de como é a sua relação com o mundo. No grande espetáculo da vida há dois papéis principais - as vítimas e os vencedores. E você, já descobriu qual é o seu?


Obvious.JPG

Por mais diferença que haja entre as pessoas, há algo em comum que sempre existirá: as adversidades. Sim, todo mundo passa por problemas geralmente similares aos que os outros enfrentam ou já enfrentaram, claro, com algumas exceções. Porém, o que muita gente não percebe é que na maioria das vezes a diferença está na maneira como se enfrenta a situação. Alguns encaram de frente, outros fingem não ver, outros adiam a solução, outros ainda se entregam de vez sem sequer tentar encarar. Há muitas opções, mas dois se sobressaem: a vítima e o vencedor.

As redes sociais nos permitem hoje acompanhar de perto a maneira de ser, pensar e até mesmo de agir de quem está na nossa rede. Vemos todo tipo de postagem, desde o compartilhamento de memes e piadas, críticas sociais, eventos e etc até textões e desabafos. A internet é praticamente a calçada da nova geração, onde todo mundo conversa, troca ideia, discute e compartilha a vida. De repente viramos íntimos da pessoa que mora na outra rua e que nunca havíamos parado sequer para cumprimentar; pessoas de outra cidade sabem mais das nossas vidas do que nossos vizinhos e assim é possível acabar percebendo quem reclama mais e quem é mais disposto a viver.

Pois bem, essa diversidade de postagens acabou nos evidenciando também o quanto as pessoas reclamam. Há quem reclame do mínimo - acordar cedo para ir à aula ou para trabalhar. Há quem reclame de não ter entrado na faculdade e também do quanto a faculdade os obriga a estudar. Há pessoas que nos parecem eternamente insatisfeitas, que estão sempre infelizes, chateadas, incomodadas com a sua vida e com a dos outros. É como se elas imaginassem que a vida fosse tão fácil como um clique, um enter ou um delete e de repente se dessem conta de que o real vai muito além do virtual - é preciso pegar ônibus lotado, ficar na fila da lotérica, estudar para aquela prova, limpar a sujeira, cuidar de si, dos outros, tocar a vida. Pois é, faz parte. Nada vem de mão beijada ou com manual de instruções. Corremos o risco de errar e, diferente de um post, não é possível apagar um erro, mas temos que ralar muito para tentar consertá-lo.

Paralelo a isso, há quem nos motive só em estar perto. Pessoas dispostas, que enfrentam, arriscam, assumem, arcam com as consequências e não veem nas situações um obstáculo, mas oportunidade. Pessoas que se engrandecem diante das dificuldades, que quanto mais caem, mais alto conseguem saltar. E é impossível não se maravilhar. Há pessoas que têm a capacidade de começar do zero quantas vezes for necessário, pessoas que conseguem enxergar evidências até naquilo que é contrário. Já vi pessoas tendo que andar cerca de 12 quilômetros por dia para conseguir estudar e o faziam de bom grado, enquanto outras tinham preguiça de ir à aula mesmo tendo a escola ao lado.

São essas e outras circunstâncias que nos fazem perceber que tudo é uma questão de ponto de vista. Os problemas têm a proporção que damos a eles. Assim como quebrar um copo no início do dia pode acabar com as suas próximas 24 horas, isso pode ser também apenas um pequeno contratempo que rapidamente é esquecido. Uma vidraça quebrada pode ser uma ótima oportunidade de trocar a janela ou um motivo para comprar briga com a vizinhança. A diferença, a grande diferença está em como se encara o problema. Você pode escolher entre reclamar ou enfrentar, desistir ou construir uma grande história. A vida não vai passar a mão na sua cabeça e aliviar as coisas apenas porque você acha que é menos capaz do que os outros, porque não, você não é. Tudo é apenas uma questão de como você se enxerga e de como é a sua relação com o mundo. No grande espetáculo da vida há dois papéis principais - as vítimas e os vencedores. E você, já descobriu qual é o seu?


Bia Lopes

Autora do blog Conversa de Gente Fina e do Livro Incondicional. Publicitária e escorpiana, não necessariamente nessa ordem. Coleciono paixões, as maiores delas pela escrita, música e cinema. Inquieta por natureza e sonhadora incorrigível. De passagem por este mundo, tentando, aprendendo, vivendo..
Saiba como escrever na obvious.
version 4/s/recortes// @obvious, @obvioushp //Bia Lopes
Site Meter