enviesado

Refletindo literatura, cinema e sociedade pelo lado direito e pelo avesso

Fabiana Pedrolo

Fabiana Pedrolo é paranaense, Mestranda em Letras e funcionária pública. Nas horas vagas gosta de ler, observar e analisar. Interessa-se por literatura, cinema e artes no geral.

Sobre as frustrações da vida ou nem todos os caminhos são para todos os caminhantes

Quando nos questionamos sobre as decisões que tomamos na vida e porque estamos onde estamos, vem a dúvida: poderia ter sido diferente?


O escritor e pensador alemão Johann Goethe já dizia: Nem todos os caminhos são para todos os caminhantes. A partir desta máxima podemos entender porque muitas de nossas ambições passadas nunca saíram do papel. E a gente faz planos futuros os quais sabemos que podem jamais se tornarem concretos e mesmo assim, eles moram em nós.

A angústia nasce justamente quando nos comparamos com os outros, quando muitas vezes nos consideramos estagnados no tempo quando tantos como nós, cresceram, partiram ou mudaram.

Uns investiram na carreira, progrediram. Outros estão sempre mudando de profissão o que também denota um movimento que, visto de fora, parece tão enriquecedor e interessante. Outros focaram na família, tiveram filhos e beiram o tempo de tornarem-se avós. E estamos aqui, esperando.

Mas o que tanto esperamos? E o que tem a vida do outro de tão atrativa perante a nossa perspectiva?

Bem, precisamos entender que os rumos dos outros nem sempre poderiam ter sido os nossos. Se demorei para estudar, para ter filhos, se preferi trabalhar em vez de me aperfeiçoar, se tive que priorizar umas coisas em detrimento de outras, não quer dizer que não evolui.

Se decidi não casar, se quis vagar pelo mundo sem criar raízes ou tenho uma vida regrada e monótona, mas que preenche meus dias, nada disso deveria interferir no modo como enxergo o meu progresso.

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O sentimento que nos envolve como uma nuvem de vez quando é, senão, uma sensação de impotência frente às opções que tínhamos e aquelas que usamos. A grama do vizinho parece mais verde? Bem, pode só parecer, precisamos encarar com mais orgulho as nossas conquistas diárias.

Seja quão mínima for a nossa realização, ela é nossa. Se não dermos valor a ela, quem o dará? Este texto é apenas uma reflexão positiva sobre tudo que poderíamos ter sido, mas ao invés disso preferimos ser o que somos hoje.


Fabiana Pedrolo

Fabiana Pedrolo é paranaense, Mestranda em Letras e funcionária pública. Nas horas vagas gosta de ler, observar e analisar. Interessa-se por literatura, cinema e artes no geral. .
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