epílogo

sobre mídia, sobre comportamento, sobre vida

Thais Moraes

apaixonada, minimalista e analítica. Estudante de jornalismo, tem a fotografia como hobby e a escrita como terapia

Liberdade de Imprensa: um direito absoluto?

Censura, limites, direitos e deveres


Freedom-of-speech-liberdade-expressao.jpg

O Dia Internacional da Liberdade de Imprensa (03/05), como todo ano, fomentou debates que sempre dividirão opiniões. Há muitos pontos a serem considerados e refletidos por todos os profissionais da mídia, pela população e pelas empresas que comandam os conglomerados midiáticos.

- Censura: Em países democráticos também há censura. Todos os veículos de comunicação possuem públicos e devem ser fiéis a eles: os dirigentes do veículo, os acionistas, os anunciantes, às associações, empresas. Mas, antes de tudo, ele DEVE ser fiel ao CIDADÃO. Isso é difícil, certo? Hoje, o sistema que sustenta a mídia financeiramente não considera o cidadão como supremacia. Essa inversão de valores foi um erro histórico! Antes, nos primórdios do jornalismo, quando o The New York Times se tornou o gigante que é, ter o cidadão como principal cliente era a estratégia base do jornal e foi o que garantiu sua credibilidade e, consequentemente, dinheiro.

Essa inversão de valores garantiu, a princípio, mais dinheiro, mas a longo prazo o jornalismo convencional perdeu credibilidade e, como podemos ver hoje, está caindo. Perdeu credibilidade a partir do momento que o cidadão percebeu que havia censura indireta vinda dos outros públicos que os veículos são fiéis e dependem financeiramente. Atender a interesses de onde vem mais dinheiro, ironicamente, faz hoje com que os veículos percam dinheiro. Se submeter a censura vestida de ideologia, terno, gravata e dinheiro é o principal problema enfrentado no jornalismo de hoje.

- Limites: A liberdade de imprensa, assim como a liberdade de expressão exercida por toda a população, é garantida por lei. Mas é preciso lembrar que há limites, e esses limites esbarram em outros direitos que todo o ser humano possui. O direito do bom nome, da honra, da privacidade, o direito de resposta, entre outros que dignificam o nosso dia a dia, não devem ser rompidos indevidamente.

Para exercer a liberdade de expressão de forma legal e justa, devemos considerar algumas simples questões: Existem provas concretas que comprovam suas palavras? Essas provas foram obtidas de forma legal? Essa informação é importante, fazendo diferença na vida de alguém? É de interesse público? É uma informação neutra, sem favorecer lados e ideologias? Se for apenas a sua opinião, ela compromete a vida de alguém de forma negativa? Você está considerando os direitos das pessoas envolvidas, dando-as espaço para resposta de forma justa? Está considerando os contrapontos na história? Você está garantindo a liberdade de expressão das outras pessoas? Todo o indivíduo tem direitos e podem processar alguém (ou empresas) por calúnia, difamação e receber indenização por danos morais.

As reflexões sobre o assunto poderiam seguir por muitos outros parágrafos e seus pontos de vista são muitos. A intensão desse artigo é levantar os principais pontos, ou seja, os pontos mais visíveis.


version 2/s/sociedade// @destaque, @hplounge, @obvious, @obvioushp //Thais Moraes