epílogo

sobre mídia, sobre comportamento, sobre vida

Thais Moraes

Apaixonada, minimalista e analítica. Comunicóloga, Coach e Marketing Planner, tem a reflexão crítica como motivador cotidiano.

A mídia ideal

Assumindo um papel socioeducativo


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A mídia que temos mais contato hoje é privada e comercial. Nós (comunicadores e estudiosos da área) a chamamos de grande mídia, ou mídia hegemônica, o que significa um conjunto de veículos de comunicação (tv, rádio, impresso e digital) que atinge a maioria e propaga um discurso um tanto quanto padronizado.

Não é difícil encontrar bons artigos, pessoais ou não, que nos alertam para a alienação emitida por ela, a manipulação e sensacionalização dos fatos e as imposições que aceitamos quase sempre de forma passiva. E esses artigos estão certos. Mas qual é a solução?

Tenho acompanhado diversas pessoas que simplesmente não assistem mais tv (mas assistem filmes, seriados e programação internacional por meio da internet – assim fica fácil, né?); outras, que decidiram extinguir de suas vidas um ou outro veículo específico.

Como já deixei claro aqui na página, fomento a discussão sobre a mídia com o intuito de ascender nos leitores o desejo de evolução e a percepção de que as pessoas podem e devem exigir da mídia o que precisam. Pois bem. Há várias vertentes de estudos que buscam solucionar esses problemas, que vem sendo estudadas, dissertadas e apresentadas pelas universidades de todo o Brasil.

Há os que acreditam que o Jornalismo Comunitário seja o caminho. Este pede que o jornalismo seja feito em micro escala, com foco na população local, feito com a colaboração da população local. Eu, particularmente, acredito que os problemas sempre devem ser resolvidos de baixo pra cima. Como vamos mudar a ideologia da maior emissora do país se mal conhecemos os jornais e rádios da nossa cidade?

O Jornalismo Comunitário assume um papel socioeducativo muito forte dentro das comunidades, não tendo formato comercial (por isso conta com a colaboração da população), e consequentemente não tendo vínculo com partidos, políticos ou empresários. Também supre a falta de meios da população se comunicar, ou seja, de reclamar, pedir, divulgar.

De alguns meses pra cá tenho ouvido falar bastante sobre o jornalismo de solução. Essa corrente critica, principalmente, o comportamento da grande mídia de noticiar apenas fatos, sem apresentar solução ou prevenção. O jornalismo de solução pensa mais positivo; tem mais fé na humanidade, digamos. Não fica só na reclamação. E, ao apresentar solução e/ou campanhas de prevenção, também assume o papel de orientar.

Esses e vários outros estudos propõem um novo fazer jornalístico que desfaça o desacreditar que só vem aumentando, resgate a confiança da população e cumpra seu verdadeiro papel: o de comunicar devidamente.


Thais Moraes

Apaixonada, minimalista e analítica. Comunicóloga, Coach e Marketing Planner, tem a reflexão crítica como motivador cotidiano..
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