Lucas B. Friedmann

‎"I want to stay as close to the border as I can without going over.
Out on the edge you see all kinds of things you can't see from the center." Kurt Vonnegut (1922-2007)

Eu escrevo porque (eu não entendo e nem sei como explicar) era
o que eu sempre quis fazer, mesmo antes de saber escrever

2019 se aproxima e o mundo segue como antes

Em 1982, Blade Runner anunciava para 2019 um futuro asfixiante. Estamos agora em 2017 e um 2019 muito próximo mostra um mundo que (afinal de contas!) nem parece assim tão ruim. Ainda estamos distantes de criações tão fantásticas como as que apareceram no filme de Ridley Scott. No filme, eles brincavam de deuses e criavam vida... para nós isso ainda é ficção!


Uma faca é um instrumento muito perigoso e pode produzir ferimentos bastante sérios e pode mesmo servir para tirar a vida. Entretanto, uma faca permite descascar frutas, cortar cebolas e outros alimentos, e assim por diante. Muitas vezes, um instrumento que pode levar à destruição se utilizado com civilidade pode servir como uma ferramenta. E vários outros exemplos poderiam ser dados.

Em 1982, o filme Blade Runner, de Ridley Scott, que não foi inicialmente assim um sucesso (como o cinema norte-americano já estava acostumado a ver) acabou por tornar-se um culto movie com o passar dos anos. É um filme com vários níveis dramáticos entrelaçados, bastante mais elaborados que o romance que lhe serviu de inspiração, em uma mistura eficiente de suspense e ação.

Houve algumas versões posteriores, os "cortes do diretor", ou director's cuts, por conta de algumas cenas cortadas da versão de 1982 e de algumas dúvidas sobre a personagem principal ser ou não ser um replicante. Os replicantes eram andróides criados pelo homem e, quando alguns deles se rebelaram, um policial especializado (essa personagem principal) foi acionado.

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Diferenças a parte, o filme se passa no ano de 2019 e caracteriza um futuro bastante complicado, asfixiante, conturbado, caótico e permanentemente chuvoso. O filme se passa em uma Los Angeles que mais parece um local de passagem, onde restam descartados todos que não serviram para colonizar o espaço. Então por ali circulam criações genéticas não tão bem sucedidas, velhos e doentes.

Esse 2019 que se aproxima rapidamente não será tão pessimista quanto o 2019 retratado no filme. Mas os engenheiros do filme conseguiam criar vida. Era usualmente destinada a trabalhos mais pesados e para outras tarefas talvez menos nobres. Mas eles criavam vida e em alguns casos suas criações eram tão perfeitas que nem mesmo um policial treinado conseguia identificá-las com facilidade.

Assim como as facas, para o bem e para o mal, essas criações também podem ser fabulosas manifestações da genialidade humana! Mas ainda mais importante do que isso, quem cria a vida (brincando como se fosse um deus) também conseguiria fazer outras coisas maravilhosas.

Engraçado é que tanto na ficção quanto na realidade, fazendo coisas maravilhosas ou fazendo coisas ainda nem tão maravilhosas, o gênero humano consegue fazer coisas extraordinárias mas ainda tem uma dificuldade enorme de estender esses progressos a todos, sem preconceito.


Lucas B. Friedmann

‎"I want to stay as close to the border as I can without going over. Out on the edge you see all kinds of things you can't see from the center." Kurt Vonnegut (1922-2007) Eu escrevo porque (eu não entendo e nem sei como explicar) era o que eu sempre quis fazer, mesmo antes de saber escrever.
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