esbónia catedrática

Há um senso crítico (pedagógico) no caos da reflexão! Arte, Política e Sociedade.

Luiz Phelipe Fernandes Morais

Tirando o fato de ser advogado e professor de Direito, a arte e a literatura justificam quase todas as minhas (outras) escolhas. Enquanto entusiasta do conhecimento e das vicissitudes cotidianas, viver tem sido meu melhor ofício

  • TV-Rodin-miniatura-800x512-96926.jpg
    A arte existe porque a vida não basta: Contradições entre conceito e censura.

    Conceito e censura. A arte e seus dilemas.

    Perguntei a um artista plástico: A arte, quando abriu mão de ser estritamente técnica, para ser minuciosamente conceitual, errou a dose entre os extremos? Ele respondeu que ela reflete o seu tempo então a responsabilidade será sempre da sociedade. Meses depois, lendo excertos de Lewis Carroll, vi resposta semelhante. Algo como: Tudo tem uma moral se você conseguir observar atentamente.

    Acompanhe...

  • 268310.jpg
    No fim das contas, dos Anjos

    A morte de Domingos Montagner, como a de todo artista, tem grande espaço na mídia, mas paira algo de especial. Por mais que a morte sugira apenas tristeza, há em torno dele algo de lúdico (...) Talvez doa mais ainda saber que o personagem tinha muito a ver com seu intérprete. E talvez seja uma confusão de sentimentos o fato de que a novela, inacabada, segue, com Santo vivo e Domingos morto – ou vice versa.

    [...]

    - Um pouco sobre ator e o personagem e a mensagem de empatia que compartilham.

  • brasil obvious.jpg
    Brasil tu és o que fizemos de você

    Brasil, disseram que eu devia deixá-lo. Disseram que você era um fracasso que não havia remédio que o curasse. Paciente em estado terminal, expectador da própria tragédia. Ora, somos as artérias cheias de sangue que lhe vitalizam e o gume que pela pele desliza lhe causando aquilo que o fere.

  • mela9.jpg
    Descontentamento complacente: existir talvez seja a grande dádiva

    A vida é uma trajetória desafiadora... Não entendemos os percalços, os desafios e as dores. Não reconhecemos o legado que a existência - proporcionando descobertas - nos trouxe. Mas há de existir uma maneira de assimilarmos a complexidade das vicissitudes. Claro que a ignorância é uma zona de conforto e que a descoberta de si mesmo é angustiante, mas enxergar-se como parte do universo é complacente. Entendamos que essa é a grande contradição da vida: De um lado a beleza da perfeição que é existir e do outro, a dureza em suportar seus dessabores.

  • obvius.jpg
    MAGRITTE, “OS AMANTES” E AS INFINITUDES DO SURREALISMO: NÃO BANALIZEMOS A EXISTÊNCIA!

    Mais que um modelo artístico, o surrealismo tem a ver com a liberdade! René Magritte exerceu esta expressão com propriedade. A subjetividade da obra não é mero recurso estético, mas desdobramentos psicológicos intencionais. Reinterpretamos "Os Amantes" a fim de concluir que René, Freud e Breton, não se propuseram a significados da realidade, mas significâncias da experiência.