escrita criativa

Porque escrever é a arte de produzir ideias e provocar sentidos

Barbara Melo

Jornalista, apaixonada pela arte de escrever. Admira e questiona as coisas simples do cotidiano, mas sempre com um olhar sensível e aprofundado. Acredita que não há nada melhor do que compartilhar ideias e falar sobre arte, cinema, filosofia e literatura.

As melhores viagens estão nos pequenos detalhes

Você sabia que para ter a melhor viagem da sua vida, você não precisa ir para tão longe? E nem é preciso muito dinheiro. Acredite: a melhor viagem é aquela que está nos detalhes. Aguçar a sensibilidade para novos caminhos a sua volta, será capaz de transformar a sua forma de ver o mundo!


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Toda viagem, por si só, já é uma experiência única capaz de mudar as nossas vidas. Ao conhecer cidades, países diferentes, entrar em contato com outras culturas, é possível aprender muito mais sobre o outro e sobre si mesmo.

Viajar é talvez uma das experiências mais antigas, desde que o mundo é mundo. E, ao mesmo tempo, uma das mais atuais. A globalização, a tecnologia e o capitalismo possibilitaram maiores oportunidades para viajarmos, não é mesmo? Postamos fotos das nossas viagens no Facebook, Instagram, gravamos vídeos e mandamos para os amigos no Whatsapp... e por aí vai.

E quando se trata de ir em busca do desconhecido, vale tudo: viajar de carro com os amigos, aproveitar um fim de semana numa cidadezinha do interior com a família, fazer uma viagem romântica em casal e até mesmo um mochilão sozinho. Aliás, muitos ainda têm receio de por o pé na estrada e descobrir sozinho o seu lugar ao sol. Mas acredite: essa experiência traz maturidade e faz com que você veja o mundo com outros olhos. Além disso, viajar sempre nos traz algum sotaque, costume local ou um imã para enfeitar a geladeira.

Existem as viagens regadas de luxo, hotéis chiques e pontos turísticos dignos de cartão postal, é claro. Por outro lado, há também aquelas mais simples, nas quais você tira os sapatos, põe os pés na areia da praia, ouve o barulho do mar e se sente melhor, renovado. São viagens de todos os tipos, para todas as pessoas.

Mas o que fazer quando o bolso aperta e as férias só vão chegar daqui um ano e olhe lá?

Às vezes, nos esquecemos que dá para viajar mesmo dentro de casa. Não importa se você estiver assistindo programas de TV, como o Globo Repórter, Vai Pra Onde?, ou no youtube ou Netflix, como Comidas exóticas ou O mundo Segundo os Brasileiros. As mídias oferecem programas para que tenhamos contato com diversos países e culturas distintas. Esse contato permite até mesmo o questionamento da nossa própria identidade brasileira quando comparamos com o estrangeiro.

Outra opção maravilhosa para você viajar é a literatura. Como um estímulo à nossa imaginação, ela nos oferece lindas viagens como, por exemplo, nos contos de Gabriel García Márquez, na ação dos romances de Sidney Sheldon, nos clássicos de Shakeaspeare, na fantasia de Harry Potter... Enfim, não importa o seu estilo, mergulhar num bom livro sempre fará você experimentar as mais belas viagens para destinos e épocas distintas, seja no século XV ou no XXI. O importante é viajar nesses detalhes.

Sabe uma forma mais gostosa de viajar sem ir para muito longe? Ande no seu bairro. Faça esse simples gesto de flanar, perambular por aí. Como dizia o poeta Charles Baudelaire que desenvolveu um significado para a palavra francesa "flâneur" (daí o verbo "flanar"), que é uma "pessoa que anda pela cidade a fim de experimentá-la". Mas ande pra valer. Vasculhe cada rua, cada viela, cada atalho. Repare na arquitetura das casas e dos prédios, na beleza das plantas, das árvores, repare nos cachorros e gatos que passam ao seu redor.

Mude um pouco o trajeto de casa para o trabalho, de vez em quando. Vá para um bairro da sua cidade que você nunca foi. Perambulhe com olhos atentos. Mas sempre com o intuito de descobrir o novo, mesmo diante do que sempre esteve ali. Há experiência mais instigante do que essa? O que é experimentar novos caminhos, jovas trajetórias daquelas que você está acostumado a fazer todos os dias? Muitas vezes, moramos há 20, 30 anos no mesmo lugar, mas temos aquela sensação de que não conhecemos nada. Já sentiu isso?

E faça dessa viagem do cotidiano – seja por meio dos livros, da cultura midiática ou do simples fato de andar por aí, como uma espécie de "estrangeiro-local" em busca do desconhecido – a sua válvula de escape para fugir da rotina. O mais importante é estar de olhos, ouvidos e sentidos bem atentos, pois aguçando a sensibilidade você fará de cada momento uma viagem especial na sua vida!


Barbara Melo

Jornalista, apaixonada pela arte de escrever. Admira e questiona as coisas simples do cotidiano, mas sempre com um olhar sensível e aprofundado. Acredita que não há nada melhor do que compartilhar ideias e falar sobre arte, cinema, filosofia e literatura. .
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