escrivetando

Paranoia da sala à cozinha

Carol Tasca

Das gavetas de Minas pra cá

A ideologia de Cazuza por fora da música

O poeta, mais conhecido como Cazuza, Agenor de Miranda Araújo Neto, foi uma das grandes peças chaves para o ápice da literatura brasileira. Com o jogo de palavras, autobiografando uma de suas músicas mais famosas, conquistou não apenas seu publico, mas o mundo, onde a utopia não era passada para trás. Araújo idealizava o sexo, era preso em drogas, e viciado em loucuras, fazendo sua figura: o Cazuza.


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Se o término fosse um começo, Cazuza optava por recomeçar toda hora. Onde tinha pertubação, ele lapisiava melhor que ninguém. Pensando bem... Melhor que todo mundo. Sim, MUNDO. Uma das grandes (e coloca grande nisso) coisas que o poeta, escritor, parafraseador, músico e cantor se empenhava em escrever. Não por passar o tempo, porque o tempo que o passava pra trás, não pela doença que possuia, mas sim por seus absurdos ápices de loucuras, que o fez ser um dos maiores ícones da música e literatura brasileira. Século XXI. Não. O tempo realmente não para. Desastres. Derrotas. Dias vencidos ou vencidos pelos dias e a fita continua rodando... o poeta não está morto. A visão perplexa do escritor em relação a vida foi dita em uma de suas melhores, ou melhor composição "O tempo não para". Pelas linhas escritas, arrepio sobe em cada parte do corpo. Que humanismo Cazuza deixou. Que humano Cazuza era. Que unânime. Com a letra autobiográfica, cada parte citada é uma tortura de ser ouvida acreditando na realidade póstuma que viveu. E como viveu. A utopia não passava longe do músico. Fez parte do show de Cazuza, e fez parte da fama fazer parte do show. Complexidade era seu forte, como se não bastasse, o cantor tinha prazer em deixar mais do que explicito o jogo de sexo que propunha. Não apenas carnal, mas também platônico. Não aos seus ouvintes, leitores, admiradores, mas a quem quisesse ouvir, pois sabia, que era nada mais nada menos, o cara em que os amigos estavam dentro de seu limite, que fazia das drogas o remédio para a vida, que soltava em cada palavra uma aversão do normal, que era ele, com sangue nos olhos e lucidez na pele, Cazuza.


Carol Tasca

Das gavetas de Minas pra cá.
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