escrivetando

Paranoia da sala à cozinha

Carol Tasca

Das gavetas de Minas pra cá

Complexidade das abelhas humanas

Ninguém sabe para onde as abelhas da América do Norte estão indo, elas simplesmente desaparecem sem nenhum motivo aparente. Solidão. Desespero. Medo. Depressão. Angustia. O personagem de Porchat entra em uma série de perguntas sem respostas e no fim, ela estava entre as perguntas.


porchat.jpg

Metaforicamente, insulso poderia ser a melhor palavra para definir como o personagem de Fabio Porchat se sentia em relação à sociedade, em Entre Abelhas. Diferente de todos os filmes em que ele já atuou, esse não é apenas uma história com inicio meio e fim. A psicologia domina o filme, e Porchat passa a se chamar Bruno, que, após uma separação (e não só por isso), começa a sofrer alguns transtornos psíquicos, em que as pessoas ao seu redor passam a sumir.

A preocupação, ate maior que o fato de não esta mais enxergando algumas pessoas, era saber o porquê disso. A psicologia entra a partir do momento em que Bruno não consegue mais ver determinadas pessoas. O sentimento de solidão poderia ser a resposta, mas não é tão simples assim. A solidão não se liga apenas ao estado de se sentir sozinho, ela é um vazio, que de forma mais complexa e contrária, passa a habitar constantemente o interior da pessoa.

Com o passar dos dias, Bruno começa a perceber que as pessoas estão desaparecendo cada vez mais, ate chegar o momento em que ele não consegue ver mais ninguém, apenas ele mesmo. A impressão (e realidade dentro de si) de estar sozinho no mundo, é a fantasia da solidão. A imensidão do mundo apenas para uma pessoa é um dos alimentos para a depressão. E acredite, ela não tem pena de ser insulsa.

entre-abelhas_t99797_jpg_640x480_upscale_q90.jpg


Carol Tasca

Das gavetas de Minas pra cá.
Saiba como escrever na obvious.
version 5/s/cinema// @obvious, @obvioushp //Carol Tasca
Site Meter