espelho artistico

refletindo a arte e vida

Letícia Moreira

Aquariana apaixonada por todo tipo de arte,cultura, natureza e gatos, especialmente pretos. Segue impressionada com a humanidade, mas ainda põe fé na vida, açúcar no café e paz no coração.

sozinha no mato

Colocar os pés no mato é um ato de coragem, apropriação. Tomar aquilo que somos e no meio das angustias e temores por estar imersa no desconhecido, nos mistérios da mata,assim tomamos pela mão nossa criança interior, que na verdade nunca deixou de nos acompanhar em silêncio.


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Coloquei os pés no mato, na terra úmida, gélida. Caminhar, farejando a intuição, o cheiro da água guiando. Instintos, deveríamos caminhar segundo essa pulsação interna que chamamos de instinto com os pés na areia do mato, algo dentro de nós grita querendo encontrar o caminho de volta pra casa. Casa, onde habitam os desejos do eu. As cores, texturas, sonhos. Colocar os pés no mato é um ato de coragem, apropriação. Tomar aquilo que somos e no meio das angustias e temores por estar imersa no desconhecido, nos mistérios da mata,assim tomamos pela mão nossa criança interior, que na verdade nunca deixou de nos acompanhar em silêncio.

Por mais que ás vezes não a escutamos na singeleza e profundezas da natureza podemos ouvi-la com mais calma, ouvi-la com inteireza, mais verdade. Escutamos, simplesmente escutamos para se chegar onde se deseja é preciso praticar o exercício da escuta, aquela que alimenta nossa fome de respostas, ainda que por vezes possa ser desconfortável é um desconforto necessário ouvir essas vozes internas que falam dos nossos traumas, dores, medos que fingimos que não estão mais ali ... sozinhos na floresta encaramos, pois é a única saída, dialogamos profundamente conosco para poder continuar caminhando no mato. Se reconhecendo,redescobrindo a própria força escondida. Se reapropriando de quem de fatos somos, das escolhas, desejos, medos, poderes.

Quando coloquei os pés no mato e quis caminhar. Sabendo que não estou só! Sozinha no mato eu me reconecto comigo, abraço meu próprio eu, sozinha no mato afloro meus instintos, minha natureza selvagem, e eu sei que não estou sozinha no mato, explorar conecta ponta à ponta do Eu, alinha o que tem de ser alinhado. Sozinha no mato, me encontro comigo.


Letícia Moreira

Aquariana apaixonada por todo tipo de arte,cultura, natureza e gatos, especialmente pretos. Segue impressionada com a humanidade, mas ainda põe fé na vida, açúcar no café e paz no coração..
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