esquina

para tornar tudo possível de novo

césar gandhi

Brasiliense por resistência. Pai de uma menina-flor. Mestrando em Ciências Sociais no ICS/CEPPAC/UnB. Considera o mundo um lugar rochoso, mas não se cansa de ir derramando água quente por onde passa, na tentativa de torná-lo mais maleável

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    memento mori

    Como a morte de alguém amado é doída! De maneira veloz, o “nunca”, essa palavrinha usada para atestar nossos planos falidos, como em: “nunca mais vou fazer isso ou aquilo", perfaz-se da maneira mais radical possível: o “nunca" mais eu vou ver aquela pessoa.

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    Monogamia, por que não te quero?

    Não, esse não é um texto de um carinha desapegado.com; ou de algum ser humano pós-moderno demais para uma/um só; ou de algum traído destilando rancor ou buscando vendeta. Caminhando em corda bamba, trago apenas a disposição sincera para falar de outro amor, de outra liberdade, de outras formas de prazer possíveis.

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    Carta aberta à escola da nossa filha

    É chegada a hora do nosso pequeno tesouro conhecer o mundo escolar, com seus muros, grades, uniformes, mas, esperamos nós, que também com uma boa dose de novas brincadeiras, aprendizados, valores e muitos coleguinhas. Divulgamos nossa sincera carta de expectativas.

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    Querido amanhã

    Sim, dezembro chegou e já vai sem tardar. O mês das finalizações, das limpezas e das preparações para a novidade que se avizinha. Suposta data para reconciliações, reencontros, afetividades suaves, religiosidades empoeiradas e ânimos calmos; o simbólico mês da passagem para um suposto ano novo. Algumas notas sobre essa sedução em relação ao amanhã.

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    Meu vaqueiro, Meu peão. Quatro considerações sobre a vaquejada

    A pressão civilizatória antecipa a revisão dos valores contidos nos conteúdos sociais. Já tardiamente, após a decisão do Supremo Tribunal Federal, nada mais do vaqueiro [e dos ávidos espectadores] valerá o boi. Afinal, no que pode consistir o suposto gozo em ver um animal de meia tonelada caindo ao chão, segurado pelo rabo?

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    O mundo é injusto, e daí?

    Desacordos sobre as consequências de “quem foi temperar o choro e acabou salgando o pranto”.

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    “Vai me enterrar na areia? Não, não, vou atolar”. Celebração do meu enterro

    Se a morte é o oposto que dá sentido à vida, nada melhor que trazer a reflexão sobre ela para próximo de nós. Trago notas para o meu ritual funerário.

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    E quem disse que a Dilma foi torturada?

    Vivemos tempos de ausência de clareza acerca do país que queremos ser. Nesse cenário, questionamentos como o do título navegam imponentes na tentativa de mascarar as feridas ainda não cicatrizadas. Dedico essas mal traçadas linhas a todas as vítimas da perseguição anticomunista, às famílias destroçadas, aos sonhos destruídos, aos corpos marcados.

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    Fui a um show da Legião Urbana

    Renato Russo não está mais lá. Negrete também não. Estão Dado e Marcelo, maduros Villa-lobos e Bonfá. Eu poderia supor que a banda que toca a minha vida [a nossa] é somente uma melodia solta no ar, vagando. Mas não, a Legião Urbana está mais viva do que nunca.

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    Entre muros, grades e alarmes: memórias da escola

    Do jardim de infância ao ensino médio, desfilamos por entre abismos, montanhas e algumas cachoeiras na travessia pela educação formal. Seja como for, aos trancos e barrancos, a experiência de vários anos na escola acaba se entrelaçando nos nossos corpos/almas/mentes para sempre.

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    Homem na estrada: ainda sobre a pobreza como caso de polícia

    Em 1993, os Racionais MC’s lançaram LP que marcaria a vez e a voz desse Brasil até então capa apenas dos noticiários de polícia: a periferia. Uma das canções,“Homem na estrada”, mais de 20 anos depois, ainda traduz o retrato pungente da gestão penal da pobreza. Negro, pobre, favelado e ex-presidiário, a esse “homem” a sociedade (nós) ainda se apresenta da mesma forma, como dizia Darcy Ribeiro: “um moinho de gastar gente”.

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    América Latina: barbárie e marginalização Parte 1. No princípio tudo era América

    Esses povos de terras quentes, semi-humanos, com suas mulheres núbeis aos 8, 9 anos e decrépitas aos 20. Com seus sistemas políticos débeis e arcaicos. Ah essa gente da latrina do mundo, com essa latinidade indolente, parteira do caos e sempre periferia do sistema.

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    Pai de menina: o que desejo para minha filha

    Vivemos num mundo imperfeito, um mundo que sempre abrigará o imperfeito e que, portanto, sempre abrigará injustiça. Por outro lado, se numa ponta há sempre iniquidade, eu, com esse pequeno ser nos braços, resisto na outra, em que muitos e muitas, ombro a ombro, tentam pintar outras paisagens. Prefiro sentir que a vida é como um porto aonde a gente nunca termina de chegar e acompanhar minha pequena nessa travessia.

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    A catástrofe é necessariamente um cenário sempre presente: “O Filho de Saul”

    “A verdadeira escolha com relação ao trauma histórico não está entre lembrar-se ou esquecer-se dele: os traumas que não estamos dispostos a ou não somos capazes de relembrar assombram-nos com mais força. É necessário então aceitar o paradoxo de que, para realmente esquecer um acontecimento, precisamos primeiramente criar a força para lembrá-lo”.