Wander B.

Wander B. é artista da palavra, da música e do gesto

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Wander B.

Mas, afinal, quem é Wander B.? Esse mosaico vivo que se reinventa, peça por peça, esse desejo de liberdade que se intensifica, dia a dia, esse artista-criança-perene que, sem nenhum pudor, brinca de pega-pega e pique-esconde com os paradigmas cotidianos fazendo de sua obra um fascinante labirinto em que perder-se talvez seja o melhor – e mais saboroso – caminho. Para muitos, ele é um performer, uma persona que acontece explosivamente em cena, um showman ousado com muito domínio sobre seu corpo, sua voz e sua plateia! Para outros, B. é um homem das palavras, dos argumentos, um poeta que não se contentou com o papel e a caneta e, por puro atrevimento, abraçou a música e foi levado, assim, inevitavelmente, aos palcos. Existe, ainda, quem diga que a sua verdadeira representatividade mora em sua canção, o que também faz sentido; seu repertório autoral é, de fato, extenso e rico no que diz respeito somente à música. Fundamentado numa mistura desmedida, o compositor segue fazendo de tudo um muito dentro de sua obra que caminha naturalmente do rock à bossa, do samba ao soul, da salsa ao tango, dos flertes com o erudito aos desbundes com a música eletrônica... Diante de tantas hastes – que certamente se ramificam em outras tantas quando vistas de perto –, o consenso é de que Wander B. é uma figura artística extremamente relevante, sobretudo dentro do contexto social contemporâneo: paira sobre nós, nesse instante, uma indelicada e perigosa névoa contra os quereres.

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