et in arcadia

Uma tentativa de apresentar a arte como afirmação da vida

Piero de Sá

Formado como internacionalista e trabalhando com apicultura, gosto de escrever sobre artes, video-games, filosofia moral e outras coisas que não entendo direito lol

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    O minimalismo poético de Giuseppe Ungaretti e Dee Dee Ramone

    Alguns artistas apresentam uma composição poética cuja quantidade de versos é inversamente proporcional à carga emocional que eles tentam expressar. E, dentro desse nicho, alguns poetas alcançaram patamares de refinamento que são assustadoramente bons. De poesia ao punk, eles merecem nossa leitura. De qualquer maneira, é tão curtinho, então venha aqui lê-los!

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    A Cidade sem Pecados

    O Brasil foi construído na base da força coercitiva, da exploração e do sangue. Quanto nós devemos às pessoas que fizeram esse trabalho infame? E quanto eles nos devem? Se há uma resolução para esses problemas, eu não sei. Talvez não haja. E o romancista espanhol Arturo Pérez-Reverte nos ensina a viver com isso. Ou, pelo menos, a tentar.

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    Literalmente pior que Hitler

    Atualmente, qualquer posição ligeiramente controversa pode resultar em uma comparação com Hitler. Isso pode alterar a maneiro como nós lemos notícias, História e, em última instância, poesia? Será que o uso irresponsável dessas comparações está inflacionando o valor da palavra?

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    Eles jamais entenderão...

    Suas memórias são suas e de mais ninguém, não é? Mas e, se sem as memórias dos outros, suas memórias perdessem o sentido? É possível explicar uma vivência para uma pessoa de outra geração que nunca passou por ela e como se faz isso? Não é sobre isso que a obra da artista paulistana Jac Leirner fala, mas, foi isso que ela acabou significando para mim. Será que você poderia entender isso?

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    O punk, a fascista, o zen e a arte de não se importar

    Na idade da opinião viralizada, da quantificação dos "curti" e do consumo como auto-expresssão, não se importar com a opinião dos outros é uma virtude cada vez mais próxima da extinção. De fato, não buscar a apreciação dos demais, não ter os produtos da moda e não estar nas mídias sociais é quase sinônimo com não existir. Mas o que o budismo zen, o movimento punk e uma banda de feministas fascistas têm a ver com tudo isso?

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    O “ódio do bem” de Quentin Tarantino

    Há atrocidades que existirão para sempre na memória da Humanidade e que nada e nem ninguém poderá mudar. Diante dessa impotência de consertar o passado, muitas pessoas clamam por alguma forma catártica de vingança, de violência ou de ódio que possa tentar equilibrar o desbalanço entre opressores e oprmidos. Essa noção está bem clara nos últimos filmes de Quentin Tarantino. Mas podemos realmente odiar para o bem de todos?

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    Os deuses da História

    O Ocidente, com os recentes ataques de terroristas islâmicos, está colhendo o que plantou ao longo das últimas décadas? Este é o preço que, no final, devemos pagar coletivamente pelos pecados e pelas injustiças que cometemos ao longo dos séculos e séculos? Até onde vai a nossa responsabilidade... e culpa por isso?

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    O Lado Certo da História

    É correto defender uma postura moral por termos medo que, no futuro, nos chamem de retrógrados? Devemos basear nossa moralidade naquilo que poderão dizer de nós no futuro? Ou a moralidade vem de dentro? O comentarista político John Oliver acha que isso deve bastar, mas a História me diz que as coisas não são bem assim. O que a poesia de Stalin tem a ver com isso?

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    O Laranja, o Preto e o Invisível

    Orange is the New Black recebeu aprovação da crítica por retratar grupos e pessoas excluídas de uma maneira humana, mostrando que presas são seres humanos com seus próprios conflitos e grandezas internas. Mas... e os excluídos do Terceiro Mundo, os que sofreram com os crimes que a protagonista -inspirada em uma mulher real- cometeu? Eles também têm seu lugar nesse seriado?

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    A Terra Desolada de T. S. Eliot em Mad Max

    A literatura nos brinda com muitos exemplos de simbolismo geográfico. A Terra Desolada de T. S. Eliot pode não ser o exemplo mais famoso desse recurso literário, mas, certamente, sua influência é muito mais abrangente do que, a princípio, pode parecer.

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    Gordo e irrelevante

    Depois de assistir um episódio de South Park sobre a espionagem que o governo americano pratica com seus próprios cidadãos e que discute os riscos à segurança nacional americana, qual foi a conclusão mais chocante à qual eu pude chegar? Que, apesar de todas as nossas ambições, nós, indivíduos comuns, somos todos gordos e irrelevantes...

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    Pelo Direito à Blasfêmia

    Recentemente, no Texas, mais um atentado terrorista foi realizado contra cartunistas que blasfemavam Maomé. Os cartuns eram uma provocação gratuita que atraiu os atentados, ou nós temos o direito de blasfemar? Bem, espero que sim, pois este artigo está lotado de blasfêmias. E, para quem acha isso pouco liberal, um pouco de comentários sobre a trajetória da blasfêmia.

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    Socialismo, ditaduras e outros contos de fada no Labirinto do Fauno

    Todos achamos que as crianças buscam os contos de fada para fugir de uma realidade assustadora. O que o filme O Labirinto do Fauno, de Guillermo del Toro, nos mostra, no entanto, é que, igualmente, os adultos têm seus próprios contos de fada. Mas, será que, no fundo, vale a pena acreditar neles?

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    Mau por natureza. E você me fez assim

    Se o homem é criado perfeitamente, então, como ele pode ser mau e causar danos aos outros? E, quando ele age de maneira errada, ele só está agindo de acordo com a sua natureza, ou, ao contrário, a está corrompendo?
    Estranhamente, o Conde de Lemongrab, da Hora da Aventura, e o personagem Iago da ópera Otello de Giuseppe Verdi têm a mesma resposta para essa pergunta.
    E qual é a sua?

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    "Sou rico, branco, lindo e faço o que eu quero."

    Assistir 50 Tons de Cinza no cinema me fez abrir os olhos sobre o qual é o tipo de liberdade que queremos e o que significa ser livre de verdade em nossa sociedade. E a conclusão a que cheguei é deprimente.