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Quase tudo que vier à cabeça...

Vanessa Lemos

Quase escritora | Redatora Freelancer

Como me tornei uma redatora freelancer

"Escolha um trabalho que você ame e não terás que trabalhar um único dia em sua vida." Confúcio


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Nunca tinha parado para pensar em ser uma redatora freelancer, sempre achei que era coisa para quem já tinha a vida ganha, sabe? Tipo aqueles jornalistas famosos, de grandes agências de notícias, com vários livros publicados que, de vez em quando, escrevem alguns artigos para outros veículos. Quem era eu, gente? Puro preconceito meu, não é nada disso, deixa eu contar...

Meus caminhos me trouxeram para um lugar particularmente interessante, veja, meu nome é Vanessa Lemos, trabalho como supervisora na área de saúde no terceiro setor, tenho mais de 40 anos, uma profissão com emprego fixo, carteira assinada e um relógio de ponto que me espera ansioso todos os dias na empresa. Não trabalho na área de comunicação e afins, mas sou pós-graduanda em Comunicação e Marketing e feliz no meu caminho.

Eu até que tentei seguir minha vocação, estudei jornalismo, não para me tornar uma redatora freelancer, mas uma jornalista. Infelizmente, é um mercado complicado para quem começa tarde, e acabei "não dando certo" na profissão. Precisei fazer escolhas financeiras mais compatíveis com minha realidade e me concentrar na busca da estabilidade. Afinal, preciso pagar minhas contas.

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Como resolvi que seria uma redatora freelancer

Gosto muito do que faço hoje e da missão que desempenho na instituição em que trabalho, só que gosto mais ainda de escrever. Pensando nisso, resolvi buscar na Internet uma maneira de publicar meus escritos, pesquisei sites ou possíveis bloggers que aceitassem textos, concursos literários e seleções para autores. Me inscrevi em alguns e fui aceita em um site de cultura colaborativa, Obviousmag, muito interessante e que me motivou, onde posto artigos neste espaço.

Depois disso, me empolguei. Pensei que, se as pessoas estavam aprovando o que eu escrevia, eu deveria levar jeito para a coisa. Comecei, então, a pesquisar por maneiras de ganhar dinheiro escrevendo (adoro pesquisar) e encontrei alguns caminhos, entre eles, a Contentools e a RockContent. Aqui entendi que poderia escrever nos meus horários vagos e ainda faturar algum. No entanto, precisaria me especializar na área, apenas gostar e saber escrever não seriam suficientes, eu deveria dominar as técnicas de Inbound Marketing.

O que precisei fazer para começar a atuar como criadora de conteúdo

Precisei tirar, logo de cara, a Inbound Certified, da Hubspot, uma certificação gratuita e exigida pelas plataformas de redatores, além da outras duas também gratuitas da RockContent, Marketing de Conteúdo 2.0 e Produção de Conteúdo para Web 2.0. Pesquisei muito sobre marketing de conteúdo, artigos, webinars, e-books, vídeos e outros que serviriam para agregar o conhecimento necessário de produção de conteúdo. Como disse antes, estou me formando em marketing e isso facilitou muito minha vida como redatora freelancer, obviamente.

Confesso que encaro o ato de escrever como uma terapia. Chegar em casa de noite, depois de um dia de trabalho e sentar no meu home office improvisado para redigir, é um momento de prazer. Ajuda a relaxar e esquecer dos problemas, porém é preciso disciplina e tento estabelecer uma rotina para isso. Chego, tomo um banho, como um pouco (ou muito), brinco com minha gatinha que não me deixa fazer nada antes disso e, dependendo da demanda de produção, sento para escrever.

Não consegui ainda montar um cantinho ideal para trabalhar em casa, estou cuidando disso aos poucos, mas é essencial ter um espaço reservado apenas para isso. Pode ser um sofá com o notebook no colo, (meu caso presente) ou uma escrivaninha amarela com uma cadeira de escritório giratória e vários bonequinhos espalhados pela mesa (meu futuro próximo).

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É difícil trabalhar como produtora de conteúdo?

As leituras sem fim que costumo fazer antes de escrever algum texto, me nutrem em todos os sentidos e me inspiram para criar. Mas trabalhar como redatora freelancer não significa somente gostar de ler, saber escrever e dominar as técnicas, existem outros fatores que precisam de atenção. Para emitir nota fiscal e dar mais seriedade ao meu trabalho, precisei me formalizar como MEI, é bem simples e rápido. O cadastro foi online no portal do empreendedor e, aqui em Salvador, o processo todo não deu trabalho.

Já montar um portfólio sem experiência prática deu muito trabalho. A maioria dos clientes que encontrava me pediam uma amostra dos conteúdos já criados, mas para criar e reunir material suficiente para isso, eu precisaria ter clientes, que por sua vez queriam ver o portfólio. Ou seja, um círculo vicioso, que só quebrei conseguindo uma oportunidade que veio com uma pitada de sorte, onde me pediram apenas um teste técnico, que eu fiz, passei e pude mostrar meu trabalho. Ufa!

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A melhor parte fica para o final

Já falei como consegui me tornar uma redatora freelancer e o quanto gosto de fazer esse trabalho, mas a melhor parte é poder fazer o meu horário. Tenho uma rotina sim, que estabeleci para me organizar, porém gosto de pensar que posso sair da rotina também. O gostoso de trabalhar por conta própria é exatamente isso, você faz o seu horário e planeja o quanto consegue produzir e quanto quer ganhar no fim do mês.

Eu sei que tenho cerca de 4 horas por dia, quando chego em casa, para me dedicar aos textos, mas também posso escrever no meu horário de almoço, se der, ou nos finais de semana, quem sabe. Se a grana apertar, posso aceitar mais projetos, me inscrever em outras plataformas de conteúdo. Se pintar aquela viagem imperdível, posso levar meu notebook e trabalhar de onde eu quiser. E admito, minha intenção é me tornar uma redatora freelancer em tempo integral.


Vanessa Lemos

Quase escritora | Redatora Freelancer.
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