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Quase tudo que vier à cabeça...

@porvanessalemos

Quase escritora | Redatora Freelancer

Redes sociais e seu impacto no comportamento humano

Como as mídias digitais estão tomando conta de tudo que conhecemos e como nos comportamos enquanto estamos nelas. Esse texto foi escrito em 2011 e resgatado em tempos de pandemia, achei interessante como ainda é tão atual. Não citei nele os perfis comerciais, não eram tão fortes ainda, mas fazem parte.


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Redes sociais! Ah, meus amigos, as redes sociais vieram com tudo. Todos, hoje em dia, fazem parte de algum tipo de rede social, ou quase todos. Elas chegaram para viciar, preencher lacunas, distrair, aproximar, afastar, servem como verdadeiros mostruários das vidas alheias, das alegrias, tristezas, vitórias, derrotas. Agem como entretenimento para uns, necessidade para outros, mas têm sempre um motivo de ser. Não vou falar sobre o que eu penso delas, mas do que venho observando dos usuários enquanto passeio por algumas.

Há os que estão sempre alegres e saltitantes, esbanjando felicidade. Existe uma alegria exacerbada nessas redes sociais, onde fala-se muito sobre ser e estar feliz, como foi maravilhoso aquele final de semana, como está sendo fantástica a experiência de mudar de vida, como é espetacular estar apaixonado. Ok, coisas boas acontecem a todos nós, mas ninguém é feliz o tempo todo.

Em contrapartida, vejo os tristes e esquecidos pelo mundo, os pobres coitados que sofrem por amor mais que Julieta por Romeu, que trabalham mais que Noé na construção da arca e ganham menos que os Carmelitas Descalços. Eles estão sempre repetindo, por meio de aforismos para enfeitar, o quão são castigados pela vida, sofredores, verdadeiros peregrinos da desilusão. Ora, também não se é triste em tempo integral.

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Não podemos esquecer dos usuários esporádicos das redes sociais, aqueles que são muito ocupados ou apenas desprendidos desse tipo de coisa. Uns entram apenas pra cumprimentar a rede social: “Bom dia, Rede Social”, e avisam que estão apenas de passagem. Outros dão as caras para informar, literalmente, onde estão ou o que estão fazendo, (se estiverem fazendo algo de bom, é claro).

Podemos falar daqueles que gostam de relatar tudo o que fazem o tempo todo, a cada flash, um post, “Acordando...”, “Almocinho fit”, “Indo pra academia...”. E não estou exagerando.

E os fofoqueiros? Esses estão ali, única e exclusivamente, para ficar sabendo da vida dos outros, não postam nada, não falam com ninguém, vez ou outra tecem um comentário em uma foto que você publicou ano passado, (e eles encontram a foto porque ficam futucando sua timeline). Pois é, será que tudo isso é meramente virtual?

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Falemos também dos baladeiros, sempre postando fotos de festas; dos apaixonados, com mil declarações de amor; os desocupados, que postam o tempo todo (tudo que encontram na Internet) e comentam tudo de todo mundo; os trabalhadores, que postam apenas assuntos referentes ao ofício; os egoístas, que postam sempre, mas nunca comentam ou respondem o post alheio; os curiosos, que entram só para ver como é e depois abandonam o perfil; os catequizadores; os pais, tios e padrinhos babões; os estressados, que usam o espaço pra desabafar ou esbravejar. Alguns usam para conhecer pessoas, paquerar, outros até para vigiar.

Há todo tipo de perfil nas redes sociais, todos se encontram, se completam, interagem, reencontram, discutem assuntos importantes, problemas, besteiras, riem, contam segredos, lançam indiretas, divagam, filosofam e, o mais importante, socializam.

Calma, não estou criticando as redes sociais ou seus frequentadores, até porque sou uma e já pratiquei grande parte do que foi citado acima. Mas é que é assim mesmo, são os novos tempos, as novas maneiras de interagir, abracemos as novas tecnologias e façamos bom uso delas! Só tomemos cuidado para não fazermos dessa, nossa única forma de socialização.


@porvanessalemos

Quase escritora | Redatora Freelancer.
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