fatos fantasiosos

Porque todo filme é baseado em fantasias

Lina Campos

Lina não sabe falar "tablet" sem colocar um "l" na primeira sílaba. Ama todo o entretenimento, cães e rapazes de lábios grossos.

Deadpool

Tudo que um filme baseado em HQ gostaria ser


Wade Wilson (Ryan Reynolds) é um ex-militar que virou um mercenário sem objetivos na vida, e que encontra seu grande amor. Logo depois, é diagnosticado com câncer terminal. Como lidar?

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Do nada, aparece um homem misterioso e oferece a cura para ele. O agora motivado Wade, então, resolve dar uma chance à vida. Só que a cura não sai exatamente como ele gostaria. Wade guarda sequelas do câncer na sua aparência e isso evita que ele fique perto de sua amada.

Com o câncer mal curado, Wade também conquista reflexos, força e um fator de cura sobrehumano. Ele começa a caçada sangrenta a Ajax (Ed Skrein), o autor da experiência mal sucedida, que ainda sequestra Vanessa Carlisle (a brasileira Morena Baccarin), a namorada.

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Wade até seria super herói diante de seus novos poderes, mas a questão dele é pessoal. Ele, então, se transforma em Deadpool, algo como “bolão da morte”, em tradução livre, um jogo feito no bar para mercenários que Wade frequenta, e que é de seu amigo, Jack Hammer (T. J. Miller).

Palavrões, sexo, comédia e violência permeiam todo o filme, já reconhecido como melhor estreia de um filme “rated R” (para maiores de 17 anos, nos EUA), título que até hoje pertencia ao "The Matrix Reloaded", de 2003. Na China, nem deixaram o filme passar. No Brasil, a censura é de 16 anos, sem cortes.

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Este é o filme de estreia de Tim Miller, que o faz muito bem, e com roteiro de Rhett Reese e Paul Wernick que, definitivamente, é a melhor parte. Nada escapa das piadas do Mercenário Tagarela. Nem mesmo os atores do filme, que são zoados já nos créditos iniciais.

Deadpool faz parte do universo Marvel, e no filme conta com a participação dos X-men Colossus (Stefan Kapičić) e Míssil Adolescente Megassônico (Brianna Hildebrand). Existe, assim como nas HQs, a quebra da quarta parede. E um detalhe interessante é que a máscara do Deadpool tem expressões.

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A escolha de Ryan Reynolds é outro acerto do filme. O ator, que também produz o filme, já tinha representado um Deadpool descaracterizado em “X-men origins: Wolverine”, de 2009. Mesmo antes, em 2000, já havia interesse em produzir um filme só para Deadpool, mas devido a um certo jogo de empurra entre distribuidoras e desconfiança de alguns produtores, somente em 2015 foi produzido o filme. E é importante frisar que se o filme está em cartaz hoje, é por muito esforço de Ryan Reynolds, que "deixou vazar" o vídeo com o teste dele para o papel do anti-herói.

Devido ao marketing pesado, com certeza o filme do Comediante Carmesim era um dos mais aguardados de 2016. E não decepciona. O filme é recheado de easter eggs para os fãs dos quadrinhos da Marvel e da cultura pop em geral, principalmente dos anos 80 e 90. A trilha sonora é excelente e ajuda a compor o tom de comédia.

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Já está em fase de pré-produção a sequência de Deadpool e diretor e roteiristas voltam aos seus postos. O filme já é um sucesso, levando em consideração que a bilheteria no primeiro fim de semana de exibição já superou seu baixo orçamento de 58 milhões de dólares.

Deadpool é um dos melhores filmes de (anti) herói dos últimos tempos. Vá preparado/a para rir bastante. A vingança pode não ser plena, mas é muito divertida quando se trata de Deadpool.

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Lina Campos

Lina não sabe falar "tablet" sem colocar um "l" na primeira sílaba. Ama todo o entretenimento, cães e rapazes de lábios grossos. .
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