felipe moitta

Reflexões, pensamentos e um convite à toda troca construtiva

Felipe Moitta

Felipe Moitta, Consultor de Gestão e Desenvolvimento Pessoal.

Sobre amar o que faz, não fazer o que ama

Costumamos ouvir muito sobre a importância de fazer o que amamos. Talvez essa visão esteja errada, ou ao menos, incompleta.


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O Sir Ken Robinson disse numa icônica palestra no TED: “Eu acredito que nós temos uma segunda crise climática, que é tão severa, que tem a mesma origem e com a qual devemos lidar com o mesmo senso de urgência. (…) É uma crise não de recursos naturais, embora eu também acredite nessa, mas de recursos humanos. Eu acredito que nós fazemos uma pobre exploração dos nossos talentos. Um grande número de pessoas passa a vida inteira sem ter uma noção clara de quais seus talentos poderiam ser, ou se é que de fato possuem algum. Conheço todo tipo de pessoas que não acreditam que sejam realmente boas em algo.“

Sempre tive um grande interesse em qualidade de vida, e desde cedo percebi o impacto que o trabalho que escolhemos vem a ter na nossa. A maioria das pessoas passa a maior e melhor parte da vida no trabalho. De segunda a sexta, de 9-18h, tirando 30 dias por ano de férias, e olhe lá. Os colegas de trabalho viram os amigos, os assuntos do trabalho são os maiores inquilinos na nossa mente, sua função na empresa torna-se uma parte primordial da sua identidade.

Num primeiro momento, rejeitei essa regra, esse estilo de vida. Encontrei pessoas que criticavam esse modelo, e fui absorvendo seus argumentos. Falavam sobre a corrida dos ratos, como tanta gente joga fora sua vida para enriquecer (e quem enriquece mesmo é o chefe), li sobre como trabalhar menos, viajar o mundo, os custos pra sua saúde dessa rotina maçante. Que quando temos tempo, não temos dinheiro, e quando temos dinheiro não temos tempo, etc.

Um mote bem famoso atualmente, um dos conselhos mais falados e propagados é o “siga sua paixão”. E por ser assim tão abrangente, ele é perigoso. Perigoso pois sua simplicidade contém tanto verdades quanto uma grande armadilha. Falo com o conhecimento de quem caiu nela.

Pra compreender isso, precisamos entender melhor contexto no qual ele veio a existir.

“Siga seu sonho, faça o que ama ou siga sua paixão”. São variações de uma mesma ideia, uma resposta, um contraponto a uma cultura excessivamente autoritária, que por muito tempo considerou trabalho uma obrigação e nada mais. A pais impositivos que decidiam pelo filho o que ele deveria fazer por toda sua vida, a pessoas que desprezaram certas opções de carreira por serem mais arriscadas financeiramente. Em resumo, a uma visão de mundo que vê o trabalho com uma única função – prover o salário – e nada mais. O resto, são ônus e bônus, dos quais não se deve reclamar ou discutir.

O mercado é tudo, o chefe é o rei, a empresa seu Deus. Num mundo que despreza objetivos e vontades do indivíduo, tudo que importa é o que o mercado quer, quem está contratando, uma atitude excessivamente servil. Era o foco exagerado “lá fora”.

Com o tempo a sociedade foi mudando, a economia se tornando mais próspera, e as pessoas começaram a ter mais opções de trabalho. Não que fosse mil maravilhas, mas o suficiente pra ter pessoas refletindo mais sobre suas opções, mais que isso, com as pessoas percebendo que elas tinham opções. Assim alcançamos as CNTPs mínimas que permitem a proliferação da cultura do “faça o que ama”. Inicialmente pequena, mas crescendo e se espalhando num ritmo cada vez maior.

O pensamento do advogado com estabilidade financeira, mas frustrado por nunca ter sido desenhista, é de que faltou coragem lá atrás. Costumamos dar aos filhos as oportunidades que gostaríamos de ter tido. Muitas vezes exageramos. Traumatizados pela falta, damos em demasia aquilo que não tivemos, como que pra compensar, por meio deles, retroativamente a nossa carência.

A diferença entre o remédio e o veneno está na dose.

A geração atual cresceu em parte recebendo em excesso essa mensagem. Mas uma resposta à opressão sem a tal opressão é como a pessoa que grita “não me segura não” sem ninguém por perto tentando lhe segurar.

Esse conselho, com essa força, talvez tenha sido necessário pra resistir e ir contra o peso do paradigma antigo. Pra ir contra a noção de que deve-se quase que viver pra trabalhar. Agora a situação mudou, mas esse conselho foi apenas ganhando força, ganhando mais adeptos, mais heróis e exemplos, e o mundo foi mudando. As pressões que antes existiam agora são a excessão, mais do que a regra, e mesmo assim bem menos intensas (na maioria dos casos). Num mundo onde as pessoas já partem do pressuposto que o trabalho não é única e exclusivamente uma fonte de renda, a constante promulgação do lema “faça o que ama, siga sua paixão” gera danosos efeitos colaterais.

Ela cria um pressão de que você deveria ser feliz o tempo todo. Que seu trabalho deveria ser perfeito, desde o primeiro momento, e que se não é, tudo que falta é coragem pra você pedir demissão e ir seguir seu verdadeiro caminho. Que está desperdiçando sua vida num cubículo de escritório. Que existe um trabalho perfeito, sua alma-gêmea laboral, e que basta procurar até que a indubitável sensação do amor à primeira vista irá indicar o seu ‘feliz para sempre’.

A decisão do que cursar na faculdade passa a ser possivelmente a maior da sua vida. Errar aqui significa anos desperdiçados, janelas de oportunidades pra sempre fechadas. O medo que cada um tem por não saber exatamente o que quer gera crises existenciais intensas. Adultos, adolescentes, e mesmo crianças inundam divãs e, de olhos lacrimejantes, admitem que são um fracasso, pois até agora não sabem seu verdadeiro propósito, não sabem o que querem da própria vida. Como fazer o que amo, se não sei o que amo? O que eu quero no mundo, qual minha missão? Quem sou eu?

E assim a consulta segue, terminando possivelmente com a realização de que o pai era uma figura ausente e que a busca por aprovação segue na vida adulta em forma de traumas, bloqueios e fixações sexuais diversas.

Abundam no mercado gurus da auto-realização. Testes vocacionais cada vez mais caros e sofisticados, no entanto com as mesmas respostas abrangentes, que dizem você tem grande potencial criativo, boa capacidade comunicativa e que trabalha melhor quando compreende o motivo do que faz. A ciência tradicional se mostra tão incompleta que outras alternativas absorvem a demanda reprimida. As ciências ocultas, da astrologia ao tarot, da umbanda ao candomblé, passando pelas promessas à nossa senhora, chovem pessoas querendo saber quem são e onde irão encontrar a prometida felicidade, se no cinema ou na defensoria pública, na petrobrás ou dando aula para crianças. Onde está o oásis no qual vão desenvolver suas habilidades em meio a pessoas amigas e interessadas, com um salário de honesto pra gordo e um lindo plano de carreira que termina com sua aposentadoria na casa de campo e um belo álbum de fotografia das viagens, amigos, casamentos e batizados?

Como resultado dessa pressão, as pessoas chegam ao mercado de trabalho cada vez mais exigentes, e portanto, cada vez mais insatisfeitas. As demissões vão crescendo, assim como as infinitas tentativas de alternativas. Todo mundo quer ser ouvido, quer espaço pra se mostrar o gênio que sempre soube ser. Poucos estão dispostos a se dedicar de fato ao tempo que leva até você gerar mais valor do que quer receber em troca.

No entanto, a distância entre a ilusão e a realidade cobra seu preço. O ponto não é que essa filosofia está completamente errada. Se fosse assim, ela não teria durado tanto. Mas ela permite, e quase estimula, uma postura focada no eu, focada no que o mundo tem a me oferecer.

Eu falo de dentro, de alguém que já comprou 100% essa ideia, me apaixonei por ela, tivemos um romance, namoro sério, e como o amor é cego, demorei pra começar a ver seus defeitos. Tive um começo de desilusão, ai minha fidelidade fraquejou. Comecei a flertar com outras ideias, sai com outros conceitos, tive como amantes outras filosofias. Tentei não falar nada por um tempo, mas comecei a reparar cada vez mais nas falhas da minha amada. Ela não era tão boa aqui, deixava a desejar ali. Em algum momento tive que confrontar o problema. Ela foi compreensiva, tentamos algo aberto. Eu podia ter outras perspectivas contanto que não ferissem seus ideais centrais. Chegamos a dar um tempo, mas não teve jeito. Terminamos. Mas agora tá tudo bem, somos bons amigos. Compreendemos as falhas um do outro, onde ela não me satisfaz, e hoje nossa relação está melhor que nunca. O preço da desilusão foi alguma dor, admito. Um período de confusão, alguma culpa, até raiva, mas no final, compreendi que precisava ter passado por tudo isso.

Tive um caso com um paradigma que de início parecia o extremo oposto do meu primeiro amor, mas me atraiu mesmo assim, a contragosto, e quando vi, estava envolvido. Fui seduzido sem perceber, não conseguia largar ele, tinha algo que eu precisava entender, ele me fascinava pela força dos seus argumentos. Já mais maduro e vivido, fui mais cético ante sua promessa de perfeição, e vi seus defeitos um pouco antes, sem precisar passar por todo o processo de ilusão e desilusão. Mas ele me ensinou algo fundamental:

É mais importante a sua postura para com o trabalho do que o trabalho em si.

A palavra paixão, assim como amor, é ampla, e pode significar muitas coisas. Digo que amo minha namorada, assim como amo meus pais, meu travesseiro, viajar, a batata do outback e tantas coisas mais. Amar pode significar desde paixão avassaladora até um leve interesse momentâneo. E aí que mora o perigo. Há quem interprete ‘amar o que faz’ como a necessidade de emoções intensas desde o primeiro dia, um amor constante e inabalável.

Mas o que você percebe ao estudar pessoas que são felizes com seus trabalhos, que alcançaram sucesso profissional e financeiro, e que tem verdadeiramente grande satisfação em fazer o que fazem, amor mesmo, bem, a coisa é um pouco mais complicada. Elas não começaram com essa paixão toda. Ela foi crescendo e se desenvolvendo com o tempo. Na medida em que as pessoas aprendiam mais sobre a área, melhoravam seus conhecimentos e habilidades, seu interesse e liberdade crescia também, assim como a capacidade de se expressar no meio, seja ele qual for. Depois de investir muito, elas colheram os frutos dessa dedicação. Se tornaram capazes de moldar suas rotinas pois se tornaram valiosas, e puderam barganhar mais flexibilidade, maiores salários e etc.

Os traços que tornam um trabalho satisfatório são: Criatividade, Impacto e Controle. Quando você sente que pode expressar sua criatividade, que seu trabalho tem um impacto positivo e que você tem algum controle sobre o que faz, você está num ambiente propício à felicidade. Essas características não são específicas dessa profissão ou daquela, mas podem ser conquistadas em qualquer uma, dependendo do que se ofereça em troca.

O ser humano é preguiçoso, e facilmente seduzido pra caminhos que prometem grandes retornos pedindo pouco trabalho. É coerente com a noção de que eu sou especial, de que eu mereço, de que tudo que eu produzo é ouro (ou no pior caso, tem o potencial de ser, se for um pouquinho trabalhado).

É isso que essa geração cresceu ouvindo, junto com a importância de seguir sua paixão. Realmente, é fácil imaginar uma posição na qual eu trabalho como e quando quero, sou financeiramente bem recompensado, tenho meu impacto no mundo, afinal, eu sou consciente, no meu trabalho irei buscar cuidar do meio ambiente e de causas sociais, farei algo que estimule estilos de vidas saudáveis, imaculado dos sistemas corruptos, das burocracias autoritárias e ineficientes. Tenho liberdade pra agir como quero, recebo reconhecimento e algum status, mesmo que não me importe com isso. E é uma troca justa, pois estou disposto a trabalhar. Não sou preguiçoso, vou me esforçar. Claro que não o tempo todo, não de 8-19h pois isso não é saudável, eu quero curtir a vida, mas compenso com minha eficiência, minha genialidade, afinal, eu sou foda.

Curiosamente essa visão nem é tão exagerada assim. Dela resultam pessoas que largam tudo pra viajar o mundo, na expectativa de se bancarem por meio do blog, cujo conteúdo é a própria divulgação desse estilo de vida. Eles ensinam como largar o emprego e ser feliz, baseado na experiência de quem ainda não fez isso. Mas são tão seguros que vai dar certo, que já começam a ensinar seus passos, e dar aulas, cursos e webinars, e aguardam o natural sucesso por sua postura ousada e correta.

Como um enfoque enorme é dado à coragem, como tantos dizem que ela é tudo que está entre você e seu sonho, os que conseguem reuní-la e dão o salto, pedem demissão, acham que ultrapassaram a última barreira, mataram o chefão, e agora é só curtir. Os detalhes devem se resolver. O site deve encher de leitores, e o dinheiro vai seguir.

Alguns de fato conseguiram, e ficam tão em evidência que recrutam mais e mais soldados para suas trincheiras, querendo ou não. Estudando os casos de sucesso vemos que a coisa nunca foi tão simples, que há um grande e consistente trabalho por trás de todo site bem sucedido. Planilhas de excel, planejamentos semanais, conversas com contador e tudo o mais.

No final, quem consegue um equilíbrio satisfatório entre vida e trabalho, entre surfar, mergulhar no caribe e preencher planilhas com a prestação de contas, seja por ter abandonado sua vida no escritório ou não, tem algumas coisas em comum.

O que minha amante me ensinou foi que mais vale a sua atitude ante o trabalho do que o trabalho em si.

Não temos, necessariamente, uma paixão, uma e apenas uma única coisa que deveríamos estar fazendo. Não existe um Dharma, um caminho único, ou se existe, ele não está fechado numa profissão, é mais amplo, mais abrangente.

Temos áreas de interesses, coisas que gostaríamos de fazer ou com as quais achamos interessante nos envolver nesse momento, mas elas, pra cada pessoa, são tantas e tão amplas que não faz sentido falar “do que você ama”.

É um equilíbrio entre o foco interno e externo. Por um tempo, o problema do “faça o que ama” foi que isso resultou num exagerado foco interno. Tudo que importa sou eu, o que eu recebo, o que eu sinto, como vou me expressar e etc. Presumia-se, ou esperava-se, que o mundo fosse desejar isso ardentemente, que era simplesmente uma questão interna, assim que eu superar meus medos e minha timidez e mostrar quem sou ao mundo, ele vai me recompensar, instantaneamente. É olhar muito pra cá e pouco pra lá.

Ambas atitudes estão incompletas. O pêndulo foi demais pra lá, e compensaram jogando ele demais pra cá. Me parece que agora temos o suficiente pra encontrar, ou vislumbrar ao menos, um equilíbrio mais saudável. Olhar pra dentro o suficiente, buscar se compreender e valorizar a importância da satisfação com o trabalho, de viver bem sua vida e desejar prazer e felicidade. Ao mesmo tempo, olhar pra fora, ter o pé no chão de quem entende o que o mercado pede e oferece, qual a oferta e a demanda, e em diversos casos, quais os sacrifícios que precisam ser feitos, qual a melhor escolha levando os dois lados em consideração. Como vou fazer por merecer, qual a estratégia mais inteligente pra conseguir o quero? E essa estratégia é, necessariamente, a mais correta, a que ajuda os outros, a que é justa. Senão, você provavelmente está se iludindo, e o tempo dirá exatamente como.

É esse o caminho para a satisfação profissional. Ele é mais longo e trabalhoso, mas é real.

A paixão é muito mais o resultado de um aprofundamento e desenvolvimento em uma área de interesse, é o produto “final” de anos de trabalho, e não a motivação inicial para a dedicação nesse ramo. Ela vem com o tempo. Ela vem com a maestria, o desenvolvimento e domínio de habilidades, a conquista da sua voz no meio. Quando você sabe do que está falando, as pessoas param pra te ouvir. Quando faz boas contribuições consistentemente, será recompensado, e terá poder de barganha para moldar a vida como deseja. Trabalhar menos, horários mais flexíveis, tirar um sabático, ou abrir sua própria empresa. Mas pra ter isso, pra saber o que dizer e ter algo de valor a oferecer de forma consistente, vocẽ tem que ralar. Tem que se dedicar de forma a criar esse ‘capital de carreira’. E, em geral, o começo é bem pouco glamouroso.

Porque um artista famoso faz exigências quase absurdas pra trabalhar num show ou filme? Cobram um salário de milhões, exigem limousine, pétalas de rosa, 20 assistentes ou o que for? Porque eles sabem que podem. Eles entendem o seu valor de mercado. Quando o Brad Pitt aparece num filme, isso traz bilheteria, vende ingressos. Ele gera mais milhões do que ele pede. Enquanto isso for verdade, enquanto ele der mais valor do que cobrar, vai ter gente disposta a pagar. E ele pode pedir que todo mundo no set use apenas azul, que o café venha da Malásia e que sua maquiagem chegue de helicóptero.

Os traços de um grande trabalho, que criam uma carreira satisfatória, são valiosos e raros, e você deve, portanto, ter algo igualmente valioso e raro para oferecer em troca. Chamamos isso de Capital de Carreira - as habilidades que você tem a oferecer que são extremamente valiosas para esse mercado.

Se paixão fosse o suficiente, metade dos brasileiros jogaria melhor que o Neymar. Paixão muitos têm, o que falta é treino, prática deliberada, esforço inteligente.

Se quer largar seu emprego, crie um crédito de capital de carreira no novo mercado aonde quer entrar. Quer saber quando é a hora, quando está pronto pro salto? Quando as pessoas estiverem dispostas a te pagar bem pelo que tem a oferecer. Esse é o indicador.

Quer largar seu emprego de analista pra dar aulas de yoga? Como saber qual o momento?

A resposta está em quantas pessoas estão disposta a pagar pela sua aula. E não só os amigos, e não um preço camarada, e não só no primeiro mês. O suficiente pra você viver com conforto, pagar o aluguel da sala, a reforma, as contas e funcionários, e fazer uma reserva saudável pra momentos de baixa. Passada a novidade inicial, o que você tem a oferecer a esse mercado? Se a resposta for “minha dedicação, amor, vou estar sempre melhorando”. Ok, bonito, como isso se traduz? Tem gente querendo pagar? Pagar muito, fila de espera? Ai sim, está pronta. Você gera mais valor que as demais professoras e vai conseguir viver disso. Senão, continue trabalhando, invista mais, faça mais cursos. Ou tenha um estilo de vida que se sustente com o pouco que consegue ganhar. Mas sem ilusões.

Senão você só olhou pra dentro. Olhou, viu que queria isso e foi. Fez só metade do trabalho. Faltou olhar pra fora e ver o que os outros querem. Todo trabalho gera valor ao resolver o problema de alguém. Tem 2 lados que demandam atenção. É simples assim.

Aos que dizem que só é possível se dedicar de verdade ao que se ama, eu trocaria isso por “área de interesse”. Não é ir fazer qualquer coisa, temos claramente áreas nas quais não nos encaixamos. Mas também não tem só uma na qual poderíamos ser felizes.

É sempre uma boa opção seguir suas paixões, dar vazão às suas curiosidades. A coisa pode crescer e virar um trabalho, ou se manter como um bom hobby. É uma forma de estar explorando novas possibilidades e se estimulando, se colocando fora da zona de conforto de uma forma inteligente. Onde quer que esteja, busque aprender o máximo possível, ser útil e entender como pode gerar mais valor alí, até se destacar, se quiser. Em alguns casos mudar de emprego ou área será necessário, mas é mais importante fazer isso com o mindset certo. Com a postura, vontade e paciência de quem quer trabalhar e se desenvolver, de pensar “o que eu posso oferecer ao mundo”, e não o contrário.

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Alguns livros, mais do que outros, serviram de inspiração e uma valiosa fonte de informações para o tema. Destaco aqui os 3 que mais se destacaram. “So Good They Can’t Ignore You” do Cal Newport. “O Elemento Chave” do Ken Robinson e “Mastery” do Robert Greene.


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Felipe Moitta, Consultor de Gestão e Desenvolvimento Pessoal. .
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