força oculta

uma viagem ao infinito

Adriana Socoloski

Ao papel atribuo a confiança e a caneta o dom de registrar... Escrever é necessário assim como respirar.

Afinal todo o cristal é lapidado

Não sabemos lidar com a perda, não sabemos perder para morte e muito menos para a vida, com isso vem à dor, a negação, onde lutas tornam-se invalidas e as feridas aos poucos vão expandindo-se de tal modo que sufocam a alma.


O sentimento de apego vem destacando-se dia após dia como o nevoeiro que assombra a geração contemporânea. Esse medo apresenta-se de uma forma insana, cautelosa e agressiva, de início é leve, mas aos poucos vai sendo alimentada expandindo-se, abrindo lacunas para a dor e o temor á solidão. Deixamos a revolução industrial e deparamos com a revolução cerebral, são mentes perambulantes que não cessam. A busca pelo crescimento pessoal/ profissional é o montante que acrescenta á construção de uma geração egocêntrica.

O sentimento de apego vem destacando-se dia após dia como o nevoeiro que assombra a geração contemporânea. Esse medo apresenta-se de uma forma insana, cautelosa e agressiva, de início é leve, mas aos poucos vai sendo alimentada expandindo-se, abrindo lacunas para a dor e o temor á solidão. Deixamos a revolução industrial e deparamos com a revolução cerebral, são mentes perambulantes que não sessam. A busca pelo crescimento pessoal/ profissional é o montante que acrescenta á construção de uma geração egocêntrica.

ser humano trás a liberdade em sua essência é instinto e em uma hora ou outra as correntes romperam-se e com isso vem a dor, a solidão, o sentimento de perda, a frustação. Muitas vezes para mantermos um relacionamento abrimos mãos de nossas próprias vidas, construindo um castelo em prol do outro, mas o fato é que ainda não compreendemos que esse “alguém” não é propriedade de ninguém, possui assas próprias e em um determinado dia levantara voo solo e este castelo ao seu redor cairá por terra e neste momento estará apenas a area soprada ao vento e engolida pelo mar.

Crescemos sendo programados para o pódio desde muito pequenos, até mesmo através daqueles jogos mais mesquinhos de criança éramos estimulados a vencer, na vida adulta esta obsessão pela vitória torna-se mais acirrada. Não sabemos lidar com a perda, não sabemos perder para morte e muito menos para a vida, com isso vem à dor, a negação, onde lutas tornam-se inválidas e as feridas aos poucos vão expandindo-se de tal modo que sufocam a alma. Precisamos ter maturidade o suficiente para entendermos que não podemos eVer imagenvitar todas as quedas e nem ao menos nos privar do amor por medo da dor, no entanto podemos sim escolher nosso modo de agir.

Perante uma queda temos duas opções, sendo a primeira ficar ali olhando a ferida e alimentando-a com gritos e lágrimas. A segunda é levantar-se depressa para buscar curá-las o mais rápido possível. Neste momento que vem uma dúvida cruel, será que possuímos maturidade o suficiente para cicatrizar nossas feridas? Ou ainda preservamos o velho habito infantil de ficaratirada ao chão esperando alguém nos oferecer a mão para ai então levantarmos. Vale lembrar que é possível que esta “mão” solidária não chegue até nosso alcance. Neste momento temos novamente duas opções, sendo a primeira deixar que nossa vida resuma-se em um vale de lágrimas e lamentações, segunda, fazer de nossa caminhada uma luta constante, assumindo o comando de nossa própria história. As coisas podem nem sempre dar certo, mas se forem feitas de corpo, alma e coração, serão certas e verdadeiras. Mesmo que o mundo julgue errado, a confiança vem de nós e para nós, não importa o número de vezes que cairemos, o que verdadeiramente importa é que sempre conseguiremos levantar, afinal todo o cristal é lapidado.


Adriana Socoloski

Ao papel atribuo a confiança e a caneta o dom de registrar... Escrever é necessário assim como respirar. .
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