força oculta

uma viagem ao infinito

Adriana Socoloski

Ao papel atribuo a confiança e a caneta o dom de registrar... Escrever é necessário assim como respirar.

Ė preciso reciprocidade para existir felicidade

Quando o sentimento ė puro, verdadeiro e recíproco, ele ė suficiente. Forte o suficiente, grande o suficiente e possui audácia e coragem suficiente para construir e progredir lado a lado, no entanto quando apenas um ama o barco afunda e a sua alma imunda.


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Até que ponto ė válido lutar por uma determinada pessoa? Bem, com certeza lutar ė sem válido, porém vale ressaltar, que lutar se difere por completo de se humilhar. Quando um não quer, dois não existe. Não adianta chorar, gritar, espernear, nem ao menos fazer chantagens ou ameaças, simplesmente não existe.

O ser humano ė dotado de um imenso teor de pose, mas de fato pessoas não pertencem a ninguém, elas são livres. Ouve-se muito por aí os termos: "meu namorado" "meu marido", meu não, nosso, nosso relacionamento, algo que construímos juntos e queremos levar para o futuro. De fato o que nos pertence ė a relação que criamos, seja ela namoro ou matrimônio. A pessoa com quem nos relacionamos ė nosso semelhante e não nossa propriedade.

Especificando a questão, quando refiro-me a meu companheiro como um indivíduo que não pertence inteiramente a mim, não estou dizendo de forma alguma que o correto ė ter uma relação banal, não, não ė! O respeito é a base e o fundamento de tudo, este sim, deve estar presente em todas as ocasiões.

Quando refiro - me ao termo "propriedade", quero dizer, que apesar dos dois indivíduos manterem uma relação afetiva, aquele papinho bonitinho, típico do romantismo e do platonicismo, onde diz: " - A partir de agora seremos um só!", na realidade não existe. Cada um possui vontades e interesses específicos, cada um possui a sua vida, seus medos, suas angústias, seus traumas, suas ambições e suas limitações, cada qual possui características únicas e exclusivas a si.

Para uma relação sadia, Pode-se dispensar aquele cliche básico que diz: "- Amarei até seus defeitos!" Não, amar os defeitos, ninguém ama, ė fato, mas quando ama - se verdadeiramente o indivíduo possuidor desses tais defeitos, existe respeito e compreensão. Deve -se respeitar o que desagrada - me no outro, sabendo que em mim também à defasagens a serem respeitadas e aceitas. Só resaltando , aceito os "seus" defeitos, mas não os amo.

O sentimento quando ė puro, verdadeiro e recíproco ė suficiente. Ė forte o suficiente, grande o suficiente e possui audácia e coragem suficiente para dizer: " - É isso o que eu quero, é isso o que nós queremos!" Segue - se juntos, porque um almeja a presença do outro ali, são dois "eus" que se unem, somam e completam - se, dois "eus" diferentes, mas ligados por um nobre sentimento. Quando os dois querem acontece, quando apenas um quer o fardo pesa, a terra cede e o humano afunda. Relacionamento não se força, se constrói com um querer recíproco.


Adriana Socoloski

Ao papel atribuo a confiança e a caneta o dom de registrar... Escrever é necessário assim como respirar. .
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