fragmentos do absurdo

O paradoxo (não) pode esperar

Pedro Arrifano

Alguém licenciado em Filosofia e história da arte que acredita que a atitude coerente e mais sábia a ser tomada é optar em conviver harmoniosamente com o absurdo...

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    O artista como desfragmentador do sujeito humano

    A abertura a um “fora” como uma necessidade do artista enquanto flaneur de operar com novas formas de expressão: desfazer o banal para que o pensamento criador possa emergir. O sujeito artista é um experimentador, é aquele que seleciona os encontros e faz de cada um deles alguma coisa que possa potencializar a vida.

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    A(deus) tristeza, até depois?

    O ser humano incapaz de escapar e de dominar a sua própria contingência sente-se intrigado, fascinado e, igualmente, receoso. A presença destes e de outros factos fazem-no pressentir um mistério, face ao qual se apercebe da sua pequenez e impotência. O mistério é a realidade que escapa à apreensão racional e é vivido pelo ser humano numa ambivalência emotiva em que este lhe aparece como algo de fascinante e o atrai, ou como algo de tremendo, e lhe causa constrangimento.

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    O absurdo entre-mãos

    Estes últimos acontecimentos que têm invadido os nossos lares, em especial o êxodo de milhares de pessoas em busca do estatuto de refugiado, fazem com que seja necessário enfrentar, de uma vez por todas, este absurdo que temos em mãos. Atenuar as assimetrias e pôr de lado o politicamente correcto, sob pena de todos e cada um de nós perder o domínio do espaço a que temos direito no mundo.

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    Os impactos nos corpos

    O impacto dos corpos bem como a sua fusão é uma transcendência desses mesmos corpos, uma sublimação do erotismo. Na verdade a noção de corpos e do seu impacto é bem mais alargada e representa muito mais do que uma mera expressão física. É uma troca de experiências colaterais, participação e aprendizagem activa.