fritei mas não consegui dar um nome

Eu prefiro ser uma floresta do que uma estrada.

Mayara Franco

Fã de redes sociais ao vivo e em cores, daquelas que vamos pro bar e só saímos por último. Engenheira com um pé na comunicação, capricorniana, nacionalista e que acredita no futuro da humanidade. Por favor, agora um cappuccino!

A metáfora do barquinho

Um pequeno detalhe que fez toda diferença para aqueles que olham um filme como um todo. Um detalhe que deu vida ao início e ao fim de "Flores Raras". Duas cenas, de um único personagem, que metaforicamente abrilhantaram ainda mais nossos olhos diante desta intensa história real.


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Nova Iorque, outono de 1951: um barulho sutil do movimento das águas causado pela passagem de um barquinho enquanto escutamos a declamação de um dos poemas de Elizabeth.

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Lançado no mês interminável e sem feriados para ir ao cinema, “Flores Raras” chega às telas em agosto de 2013, trazendo um triângulo amoroso baseado em fatos reais estrelado por Glória Pires, Miranda Otto e Tracy Middendorf. O filme conta a história do romance entre a poetisa Elizabeth Bishop e a arquiteta-paisagista brasileira Lota Soares.

Com a direção de Bruno Barreto e inspirado no livro “Flores Raras Banalíssimas” de Carmen L. Oliveira, a película traz em seu início um ar de mudança requerido por Bishop enquanto conversa com seu amigo Robert Lowell (interpretado pelo norte-americano Treat Williams). A poetizsa sente que precisa de mais motivação, mudar de ares e decide ir ao Brasil, visitar Mary, sua colega de faculdade e então companheira de Lota Soares.

A trama de 1h e 44min vai se desenrolando com a chegada de Elizabeth ao Rio de Janeiro. De início, conforme o filme e muitas sinopses, Lota e a escritora se estranham. Porém, com o passar do tempo a implicância é transformada numa paixão incontrolável, até que a vida das personagens ganha um novo livro e mais versos. Entre o relacionamento abusivo no qual estava Mary, bem como, sua postura submissa em relação a Lota, o mundo do álcool que Elizabeth mergulhou e a postura controladora da arquiteta Lota, um detalhe é digno de ser chamado a atenção: as cenas do barquinho.

Nova Iorque: anos mais tarde, o nosso barquinho do parágrafo inicial do texto, retoma a cena para nos possamos assistir ao seu naufrágio. Uma criança tenta salvá-lo, porém, não consegue, enquanto Elizabeth declama seus suspiros e angustias em versos.

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O que há de tão metafórico? O pequeno “Titanic” faz uma metáfora à mudança de rumos ansiada por Elizabeth e ao início de uma história de amor. Ao final da trama, o naufrágio ilustra o término da trama, o término da cura geográfica de Elizabeth, bem como, o final de uma grande paixão. Ali, juntamente com aquele barquinho, se findou a vida da arquiteta Lota Soares.

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Para completar toda essa pequena metáfora, uma trilha sonora maravilhosa, digna de encantar os ouvidos e trazer o espectador para dentro desse drama de sofrimento, de amor e de loucura do universo feminino.

O link para o trailer aqui está: https://www.youtube.com/watch?v=qJ1dLdd_uxQ

~ Paz e bem.


Mayara Franco

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