Roxane Teixeira

Jornalista, escritora e fã de livros. Dizem que se mudou para a Suíça por um grande amor, mas pode ter sido pelo chocolate.

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    Contos desconhecidos – e excelentes – dos Irmãos Grimm

    Somos apaixonados por contos de fadas e consumimos essas narrativas no cinema, na literatura e na TV. No entanto, as histórias que aparecem na cultura pop são sempre as mesmas – e não é por falta de material disponível. Aqui, trago alguns contos pouco conhecidos dos Irmãos Grimm. Você vai encontrar princesas cheias de truques, uma pobre mulher que ousa desafiar Deus e um diabo surpreendentemente gentil.

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    A fragilidade e o fim do mundo

    “A idade dos milagres”, de Karen Thompson Walker, é um livro sobre uma catástrofe: a rotação da Terra começa a desacelerar, e logo os dias se tornam tão longos, que a sobrevivência humana é ameaçada. A obra é, no entanto, mais do que mera ficção científica. Com uma escrita sensível e uma protagonista livre de ideias pré-concebidas, o foco da autora não está no desastre natural, mas em como as pessoas reagem a ele. O resultado é uma interessante investigação sobre a condição humana.

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    Rota de fuga

    Em contos que surpreendem pela densidade psicológica, Alice Munro investiga o desejo de escapar – de um relacionamento infeliz, um trabalho pouco valorizado ou mesmo de si mesmo. Com a coletânea “Fugitiva”, a autora apresenta personagens angustiadas em sua busca pela liberdade. Uma série de histórias sobre autoconhecimento, transformação e sobre a força de mulheres que se lançam rumo ao desconhecido.

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    Parafusos a mais

    “Gonzos e parafusos”, de Paula Parisot, é um romance com jeito de diário. Narrado pela protagonista, a jovem psicanalista Isabela, o livro é uma mescla de memórias com fatos que acontecem no presente. E entre flashbacks e revelações, a moça descobre novas facetas de si mesma e passa a encarar seus medos por outra ótica. É quase uma sessão de terapia – na qual o terapeuta é o leitor.

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    Certezas de vidro

    Ali Shaw surpreende ao utilizar elementos do fantástico em romances psicológicos. Na contramão de autores que usam a fantasia para tecer uma fuga da realidade, Shaw mescla magia e realismo para investigar a inevitabilidade das coisas. Em “A garota dos pés de vidro”, sua obra mais famosa, somos levados a refletir sobre o quanto sabemos sobre o outro, o mundo, a vida. E, pelas mãos hábeis do escritor, descobrimos a resposta: pouco. Bem pouco.

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    Tecnologia desumanizadora

    “Homem-máquina”, de Max Barry, é apavorante. Mescla de ficção científica e thriller, o livro traz cenas intensas e descrições perturbadoras de dores físicas. Mas o que realmente aterroriza é a trama: o homem está perdendo o controle sobre a tecnologia. Viciado, dá mais valor à modernidade que à vida e está a ponto de anular a humanidade como conhecemos. Assustador, acima de tudo, porque pode virar realidade.

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    Debate filosófico camuflado em livro teen

    Não dá para julgar um livro pela capa – e, às vezes, nem pelo gênero. Publicado sob a despretensiosa alcunha de “literatura juvenil”, “Gênesis”, de Bernard Beckett, é uma aula de filosofia e instiga questionamentos sobre inteligência artificial, ética e livre-arbítrio.