Marco Ribeiro

"A vida não é um poema."

Sobre a arte de escrever

Um lápis, uma caneta, uma máquina de escrever, um computador ou tablet; uma sala, uma mesa, um banco de praça, um gramado ou um meio de transporte. A ferramenta ou local é o menos importante para quem busca expressar suas ideias através da escrita, seja ela literária ou não. Não há limites, tampouco barreitas para a criatividade quando o assunto é escrever.

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Depois de escrever por anos em cadernos e papéis. Fazendo uso de lápis, caneta, máquina de escrever e por fim computador, é possível notar que apesar de o ato em si não sofreu grandes mudanças no decorrer do tempo. As formas e ferramentas utilizadas mudaram, mas o processo criativo continua o mesmo. Normalmente a paixão pela escrita é reflexo de uma construção que começa ainda na infância, com os primeiro livros e com a influências dos pais. Algumas pessoas adquirem este hábito, justamente por verem seus pais lendo ou as vezes pela influência na escola, mas escrever não é apena um mero reflexo de hábitos adquiridos ao longo do tempo e sim de algo que vem de dentro da alma.Antigamente, era comum usar diários e blocos de papel, afim de fazer anotações ou simplesmente desabafar aquilo que não tínhamos coragem de revelar a outra pessoa. Hoje, com o passar do tempo e o surgimento de novas ferramentas, podemos escrever sobre qualquer tema em qualquer lugar. Pessoas apaixonadas por escrever, geralmente dizem que isto é um processo natural, que surge ao longo do tempo e que muitas vezes foge ao que costumamos definir como processo criativo. A partir dos anos 2000, começaram a surgir blogues, ou o que chamaríamos de livro diário, ou diário virtual, onde pessoas postavam pensamentos, reflexões, desabafos, poemas e toda sorte de texto possível.

Diferentemente do que algumas pessoas pensam, escrever não é nhum mistério, mas requer prática, disciplina e um conhecimento minimo do idioma nativo. Aqui no Brasil, existe inclusive a possibilidade de esta mesma pessoa que escreve desde cedo, vir a tornar-se um jornalista, desde que tenha habilidade para tal, não necessitando assim de uma formação acadêmica, por assim dizer.Existem hoje, cursos online sobre escrita criativa, publicitária e até mesmo jornalismo na web, mas apesar disso, ainda é necessário que haja por parte do futuro escritor, um mínimo de conhecimento e destreza, além de raciocínio lógico e o mais importante. Senso crítico. Não basta gostar de escrever e postar em blogues, pois não devemos esquecer que o leitor será nosso editor e crítico literário e por isso o senso crítico é importante. Achar que está arrasando logo no primeiro texto, pode ser um tiro no pé. 

Uma das dicas importantes é escrever, deixar o texto guardado para ler no dia seguinte. Assim, é possível avaliar com calma o que foi escrito e certamente o escritor verá que algo pode ser melhorado. utra dica importante é compartilhar este texto recém saído do forno com amigos e parentes, para que você tenha uma visão mais genérica de quem não é da área e que certamente será muito sincero ao opinar a respeito.O importante é ter consciência de que o texto também é um organismo vivo e que pode sofrer alterações, mas o fundamental é dedicar-se e escrever sem preocupar-se de início com o resultado final. Colocar primeiramente a ideia no papel é o mais importante e somente fazer uma análise do que foi escrito e da necessidade de possíveis alterações/correções.

Para concluir. É importante lembrar que o maior inimigo do escritor não é o bloqueio criativo e sim a ansiedade. Portanto, escreva, mas sem a preocupação de publicar logo, pois o importante é dar forma ao pensamento. 

E lembre-se: Ser escritor não é nenhum bicho de sete cabeças. Com treino, dedicação e muita criatividade, qualquer um pode expressar aquilo que pensa ou sente, seja escrevendo para um site, jornal ou até mesmo um livro.


Marco Ribeiro

"A vida não é um poema.".
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