Marco Ribeiro

"A vida não é um poema."

O corpo que habitamos

Somos conscientes de nossa existência enquanto seres humanos, mas será que sabemos identificar e respeitar os sinais emitidos por esse corpo que habitamos?


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Nosso corpo é um organismo vivo muito bem elaborado, fruto de milhares de anos de aprimoramentos constantes e composto de diversos outros organismos que garantem o bom funcionamento desta maravilhosa máquina capaz de feitos incríveis. Somos uma soma de diversos mecanismos e funções semelhantes às de algumas máquinas construídas pelo homem, além de sistemas complexos de comunicação entre todas as partes de nosso corpo.

Nossa estrutura física é um exemplo de adaptação, fruto de uma engenharia evolutiva inteligente, capaz de deixar cientistas perplexos diante de possibilidades que contrariam as próprias leis da física. Nossos ossos são capazes de suportar grande carga de peso e resistir a impactos que quebrariam algumas estruturas sólidas como o concreto ou envergariam como o aço.

Nossos músculos possuem a incrível capacidade de adaptar-se às condições em que vivemos e respondem de acordo com os estímulos recebidos através da carga exercida, movimentos ou até mesmo a inatividade. Possuímos o melhor e mais eficiente sistema hidráulico, que não só fornece nutriente a músculos e órgãos, como também mantém nosso organismo constantemente oxigenado.

Não bastasse isso, ainda contamos com o melhor e mais eficiente sistema de rede, capaz de interligar cada membro e transmitir dados a uma velocidade impressionante e também fornecer impulsos elétricos suficientes para que nosso cérebro funcione adequadamente.

Por fim, temos o cérebro, nossa central de dados, capaz de fazer frente a qualquer “big data” hoje existente e que gerenciar grande parte de nossas funções. Nosso cérebro é o que torna todas as ações possíveis e nos proporcionas os principais sentidos [olfato, paladar, tato, visão e audição], além de responsável pelos nossos sentimentos e principalmente pela aprendizagem.

Entender essas funcionalidades e compreender que nosso corpo funciona de forma autônoma é realmente incrível, mas é importante também saber que temos parcela de responsabilidade nisso. Nosso empenho em manter nosso organismo em boas condições, propicia o retorno esperado, de uma saúde plena, nos aspecto físico e mental.

Não podemos esquecer de que somos 100% responsáveis pelo corpo que habitamos e que apesar das crenças, tudo depende exclusivamente de nossas ações. Precisamos aprender a entender os sinais emitidos e buscar por orientações sempre que julgarmos necessário.

Uma dor simboliza o alerta de nosso corpo de que algo não está bem, da mesma forma que uma ferida inflamada indica que nosso organismo está reagindo e combatendo aquela porta de entrada de possíveis doenças. De igual modo, precisamos nos atentar à saúde mental, já que nosso cérebro responde às pressões e frustrações, através de sinais físicos [somatizações] e frequentes. Funciona da mesma forma que a dor e certos sintomas físicos indicam que há algo de errado no funcionamento do nosso sistema emocional.

Alguns sintomas são comuns e corriqueiros, como as tremedeiras, suor nas mãos, garganta seca e fala desconexa, quando nos sentimos ansiosos ou tímidos, por exemplo. Mas há outros sintomas de maior gravidade, que podem trazer desconforto persistente e atrapalham nosso convívio e nossas relações pessoais.

Por esse motivo, é recomendado que busquemos ajuda médica ou terapêutica, sempre que houver suspeitas de que algo não está bem conosco, pois é um erro pensar que somos autossuficientes e que tudo se resolve simplesmente com oração ou força de vontade.

Devemos sempre lembrar que somos os únicos responsáveis pelo corpo que habitamos e que dele dependemos e nossa única responsabilidade é tentar mantê-lo funcionando adequadamente. Então faça sua parte de sempre que suspeitar de que algo não está normal, busque por informação a respeito com um especialista.


Marco Ribeiro

"A vida não é um poema.".
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