horizonte de eventos

De onde dizem que nem mesmo a luz consegue escapar...

Alexandre Beluco

Engenheiro, pesquisador, professor universitário. Especialista em energias renováveis. Apaixonado por motores de dois tempos

o de tomaso pantera - um híbrido italiano e norte-americano

O Pantera foi um super esportivo produzido pela De Tomaso entre 1971 e 1992, reunindo o melhor de dois mundos. Apresentava um design italiano, com motor em posição central traseira, com linhas relativamente fluidas (dentro de seu estilo) em um perfil baixo e com boa dirigibilidade. E era impulsionado por um poderoso e volumoso motor V8 produzido pela norte-americana Ford.


O piloto argentino Alejandro De Tomaso, nascido em 1928 em uma família de imigrantes italianos, participou de várias corridas da Fórmula 1 no final dos anos 50, mas foi como construtor de esportivos que ele contribuiu decisivamente para o mundo automobilístico. Ele faleceu em 2003, aos 74 anos, depois de estar residindo na Itália por décadas, ao ponto de ser tratado como Alessandro.

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Após sua breve participação nas corridas de Fórmula 1, ele abriu uma empresa que inicialmente esteve dedicada a automóveis fora-de-série para competições. Com várias contribuições a equipes de Fórmula 1, inclusive com a equipe de Frank Williams em 1970, De Tomaso já vinha produzindo também esportivos em série. O mais notável de todos foi certamente o Pantera.

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É um super esportivo com linhas que caberiam bem entre as linhas do Lamborghini Miura e as linhas do Lamborghini Countach. As linhas se mostram fluidas, mas parecem estar entre superfícies planas. Na verdade, é como se seu projetista tivesse visto fotos de outros esportivos e pensado "agora vamos desenhar algo simples e funcional!" O Pantera não foi talhado a machadadas...

É na verdade um híbrido, que pretendia ter alma de super esportivo mas mantendo ainda as características mais suaves de outros esportivos não tão "agressivos". É um carro que passa a impressão de um super esportivo mas que mantém uma certa simplicidade ao oferecer uma manobrabilidade muito boa ao condutor e uma boa "convivência" com o motor V8.

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O painel é relativamente simples e objetivo, mantendo os principais instrumentos, o velocímetro e o conta-giros, ao alcance dos olhos do condutor. Os outros instrumentos e comandos estão situados em um console central bastante completo a acessível. A alavanca de câmbio de marchas fica em posição bastante confortável, dentro de uma grelha que marca a posição das marchas.

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A pequena grade frontal, colocada em posição bastante baixa e que contribui para o arrefecimento de óleo de lubrificação do motor, traz o emblema da De Tomaso Modena SpA. O emblema traz um "T" estilizado conforme era usado na fazenda da família de Alejandro na Argentina. O fundo do emblema tem faixas em azul claro lembrando as cores da bandeira da Argentina.

A De Tomaso produziu 7.260 Panteras entre 1972 e 1991.


Alexandre Beluco

Engenheiro, pesquisador, professor universitário. Especialista em energias renováveis. Apaixonado por motores de dois tempos.
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